As candidaturas para o Ensino Superior arrancam esta quarta-feira e existem mais 14 vagas (0,2%) em relação ao ano passado, em um total de 50.852.

À semelhança do que aconteceu em 2017, a área das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE) viu o número de lugares disponíveis a subir e, com 9.277 vagas, o curso de Engenharia está em primeiro lugar.

Este crescimento do número de vagas disponíveis para acesso ao ensino superior nas tecnologias de informação, comunicação e electrónica foi alavancado pelo facto do ministério de Manuel Heitor considerar que este é “um elemento essencial de apoio à Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 — Portugal InCoDe2030”.

Este segmento teve este ano um aumento de 4,5% na oferta, uma percentagem que sobe para 7,1% nos últimos dois anos. Contudo, se atentarmos apenas às instituições localizadas em regiões com menor pressão demográfica, o crescimento da oferta de vagas para este ano é de quase 12% (11,6%).

No segundo lugar, e com apenas mais nove vagas do que no ano passado, estão as Ciências Empresariais. No total, existem 7.607 lugares disponíveis, cerca de 14,7% do total. A Saúde fecha o Top3, com os cursos de Medicina a estarem entre os que apresentam as médias de entrada mais altas.

As engenharias são também a área que teve as mais altas médias de entrada no ano passado, uma lista encabeçada pelo curso de Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico e cujo último colocado teve uma nota de 18,8 valores. Este ano, o curso tem mais cinco vagas.

Contudo, nem todos os cursos de Lisboa e do Porto vão ter a mesma sorte. Com a redução de 5% das vagas nas universidades destas cidades, decidida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, vão ser menos 1.066 as vagas das nove instituições localizadas nestes distritos.

No entanto e “tendo em vista a correção dos desequilíbrios territoriais na evolução recente do ensino superior público em Portugal, a distribuição de vagas inclui um aumento de 1.080 lugares nas instituições localizadas fora de Lisboa e do Porto (totalizando 29.851)”, refere o Ministério em nota à comunicação social.

A Universidade do Minho e o Instituto Politécnico de Coimbra foram as instituições que aproveitaram para abrir mais lugares: 136 e 131, respetivamente, embora este não tenha sido um exemplo seguido pelo Politécnico de Santarém que diminuiu as suas vagas em 29 lugares.

A decisão de Manuel Heitor em impor cortes na oferta nestas áreas metropolitanas prende-se com o facto da percentagem de inscritos em Lisboa e Porto ter aumentado de 42% em 2005/06 para 49% em 2016/17, um número que sobe para 54% se se juntar os que frequentam o ensino privado. Estes valores resultaram em um crescimento de 31% desde 2001 nestas duas regiões, acompanhado de uma redução de 9% dos lugares no resto do país.

A primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior arranca hoje, quarta-feira, e termina a 7 de agosto. Os resultados da primeira fase de candidaturas são divulgados no portal da DGES a 10 de setembro, seguindo-se depois uma segunda e terceira fases de acesso.

As candidaturas devem ser entregues online, através do portal da Direção-Geral do Ensino Superior , devendo os candidatos autenticar-se com o Cartão de Cidadão.

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