No início deste mês a Samsung revelou o Galaxy Round, o seu primeiro equipamento comercial com ecrã curvo. Os rumores sobre novos gadgets com estas características são muitos e "metem ao barulho" várias empresas, mas a marca sul coreana acabou por conseguir adiantar-se e avançou mesmo com uma proposta, que para já está apenas disponível no seu mercado doméstico e ainda nem é certo que chegue a de lá sair.



O Round integra um ecrã de 1080p com 5,7 polegadas, uma câmara de 13 megapixeis e um processador de 2,3 GHz com quatro núcleos, a que se junta uma RAM de 3GB e 32 GB de espaço para armazenamento.



O modelo pesa 154 gramas e chegou às lojas coreanas por cerca de 750 euros. Pode ser o derradeiro teste da Samsung ao conceito, na antecipação a propostas mais usadas ou mesmo integradas nos modelos mais emblemáticos da marca.

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O conceito de ecrã curvo na base do Round tinha sido mostrado pela Samsung no início do ano, no Consumer Electronic Show, onde a fabricante também mostrou equipamentos flexíveis (dobráveis), outra área onde estará a trabalhar.

Na altura foi possível conhecer desenvolvimentos sobre a tecnologia Youm, na base dos desenvolvimentos da fabricante. A propósito a Samsung mostrou um ecrã flexível em plástico, significativamente mais resistente que um modelo em vidro, como destacava a marca na altura. Destacava-se pela elasticidade do ecrã e pela espessura muito fina.

[caption]Samsung Youm[/caption]

A trilhar um caminho idêntico estão fabricantes como a LG, que também tem mostrado vários protótipos de tecnologia de ecrãs curvos e maleáveis e que até já avançou com propostas concretas.

A empresa foi a primeira fabricante a disponibilizar um televisor com ecrã curvo, uma categoria de produto que entretanto já é disponibilizada por outros fabricantes e que tem como principal vantagem um design que permite colocar os olhos do utilizador e os vários pontos do ecrã à mesma distância, eliminando perdas de qualidade na visualização e definição da imagem.

O lançamento pioneiro aconteceu em abril na Coreia do Sul, com a EA9800, um equipamento com 55 polegadas de ecrã e uma espessura de 43 milímetros, que se apresentou com um preço equivalente a 10.350 euros.

[caption]LG Curved Oled[/caption]

Na altura já circulava a informação de que a empresa estaria também a trabalhar num smartphone com estas características e têm continuado. Recentemente surgiram até aquelas que serão as primeiras fotos conhecidas do modelo. O LG G Flex terá, alegadamente, um ecrã de seis polegadas e será lançado em novembro, garantem os rumores.

Os dois exemplos assinalam a aposta dos fabricantes naquela que pode tornar-se uma nova tendência do mercado, aflorada pela Google já em dois modelos Nexus (menos arrojados em termos de design) e antecipada e trabalhada em laboratório por vários fabricantes.

A Apple tem sido outro nome apontado como provável para o lançamento de novos dispositivos de ecrã flexível, uma informação que a empresa não confirmou, mas que se aplica tanto à área dos telemóveis, como aos relógios inteligentes. A empresa ainda não tem um, mas várias informações têm indicado que irá ter e que pode integrar um ecrã flexível.



Para já é apenas certo que o assunto interessa à marca, uma vez que em março registou uma patente neste domínio, com um conceito que poderá estar na base do smartphone do futuro.


O registo de patente submetido ao US Patent Office (USPTO) revelava imagens de um iPhone em vidro, com um ecrã dobrável que se enrola à volta do chassis principal e que permite o reconhecimento facial do utilizador.

[caption]iPhone patente[/caption]

[caption]iPhone patente[/caption]

Recuando alguns anos, há outros registos conhecidos de desenvolvimentos nesta área. A Samsung é uma das empresas que está há muito de olho nos ecrãs flexíveis. Já em 2011 a empresa tinha mostrado tecnologia com estas características. Na altura foi até revelado um vídeo, que traduzia em imagens a visão da companhia para um dispositivo com ecrã flexível, mostrando em acção um ecrã AMOLED flexível, desdobrável e transparente.

Uns meses antes, a Nokia mostrou trabalhos na mesma área, apresentando o Nokia Kinetic Device, que desempenhava funções distintas consoante o tipo de interacção do utilizador, ou seja, consoante a forma que era torcido pelo utilizador. Por exemplo, torcer as extremidades do equipamento permitiria correr listas, como os contactos ou a lista de músicas armazenadas no equipamento.

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Se a história recente confirma que muita da investigação das empresas não se transforma em produtos comerciais, também revela que o interesse pelo conceito de ecrãs flexíveis está presente em quase todos os fabricantes. Resta saber se os consumidores acompanham. O tempo dirá.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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