Domingo é dia de fazer uma pausa no trabalho e relaxar. Aproveite o tempo livre para descobrir novas aplicações que o podem ajudar a renovar o leque de conteúdos que tem mais à mão no smartphone ou no tablet.

Esta semana passaram pelo TeK apps que o podem ajudar a criar e proteger o seu próprio conteúdo multimédia ou a aliviar (ou agravar?) o stress, conduzindo o avião da Rovio no novo Retry... um jogo que é novo mas que em quase tudo lembra o amado/odiado Flappy Bird.

Também tivemos uma aplicação que dá um novo colorido aos cartazes de campanha para as próximas eleições europeias e uma fórmula que dispensa magia ou truques mas que permite levar os fotógrafos do World Press Photo para o pequeno ecrã do seu gadget, e aí apreciar calmamente os melhores trabalhos de fotojornalismo dos últimos tempos.

Os ingredientes para uma renovação bem colorida do menu de aplicações estão reunidos. A receita final é sua...

RealPolitik: Melhor do que "pichar" cartazes é usar a realidade aumentada no telemóvel


Dois arquitetos e um engenheiro informático com uma missão comum deitaram mãos à obra e criaram uma app especialmente formatada para transformar subversivamente a realidade imposta pela política.



A app Realpolitik foi disponibilizada na App Store da Apple no dia 1 de Maio, uma data com significado para a luta política, mas foi formatada para subverter a informação dos cartazes para as próximas eleições europeias.



Os promotores da ideia, 3 amigos com carreiras nas áreas da arquitetura e engenharia informática e sem qualquer filiação partidária decidiram apostar nos telemóveis e na tecnologia de realidade aumentada para aplicarem o tradicional protesto de "pichagem" dos cartazes de uma forma inovadora. O Realpolitik pretende assim ser uma expressão ativa de cidadania, mostrando "uma falta de identificação com o sistema político vigente".



A aplicação tira partido da câmara do telemóvel para reconhecer a imagem dos cartazes e apresentar uma versão alternativa, e a ideia conta com a participação de todos os que quiserem propor conteúdos alternativos para os cartazes políticos que já enchem as ruas. Os melhores - e mais votados - vão ser usados para substituir os que estão a ser colados pelos partidos políticos.



Abaixo pode ver já alguns ecrãs da aplicação e exemplos de cartazes legítimos e da "pichagem" digital.





O objetivo é que as câmaras sejam usadas para identificar e mudar os cartazes na rua, mas no site do movimento pode também experimentar o conceito.



Como é comum neste tipo de solução, pode haver alguns problemas de reconhecimento das imagens se houver demasiada luz ou brilho, e a experiência do TeK não foi bem sucedida com todos os cartazes, para além do sistema se mostrar muitas vezes lento.



Um dos dinamizadores da iniciativa explicou ao TeK que a ideia de utilizar a tecnologia de realidade aumentada surgiu durante um workshop mas que a lógica usada foi a de fazer o "cruzamento entre outros movimentos na internet ("POT" ou Tesourinhos das Autárquicas) com as "pichagens" que as pessoas fazem diretamente sobre os cartazes"



"A utilização da App acaba então por se um modo mais interactivo e abrangente de fazer algo que é frequente acontecer de forma espontânea", justifica.



Os três amigos admitem alargar a utilização da app para lá das eleições europeias e têm já outras ideias de aplicações "que se concretizarão de forma mais fácil após esta primeira experiência".



"Assumimos esta primeira iniciativa como um teste, onde pretendemos afinar toda a estratégia, desde o funcionamento da App à interação com os utilizadores, para reintrodução em eleições futuras. Sendo um conceito aplicável a qualquer região do planeta onde hajam eleições, pretendemos expandir-nos para outras geografias, começando pelo Brasil, onde a luta política está ao rubro!", refere



A app é paga, custa 89 cêntimos, um valor assumido como simbólico para manter os custo de desenvolvimento e operação, até porque o Realpolitik não tem qualquer apoio e não quer ter publicidade.


No horizonte próximo está também uma versão da app para Android, que "deverá ser lançada muito em breve", mas não há planos para outras plataformas.

Animoto: para fazer os seus próprios filmes


Hoje a nossa sugestão vai para uma aplicação que leva para o smartphone um conjunto de ferramentas para a criação e edição de vídeos.





O utilizador só tem de escolher fotos e vídeos, selecionar um dos estilos disponíveis e a música que vai ilustrar a animação de vídeo. A aplicação mistura tudo e cria o resultado final, que pode depois ser publicado online e partilhado.



Na versão gratuita a aplicação permite combinar até 12 itens e criar vídeos até 30 segundos. A duração do conteúdo passa a ser ilimitada na versão pro da app, que pode ser descarregada a partir da loja oficial de aplicações do Android ou iOS.



Os vídeos criados no serviço podem ainda ser pré-visualizados antes da publicação e podem também ser complementados com conteúdo de texto, antes de finalizados e distribuídos por email ou partilha.

Rovio recria Flappy Bird com novo jogo Retry

A criadora do popular Angry Birds tem um novo título para dispositivos móveis. Chama-se Retry e, pelo seu nível de dificuldade, lembra inegavelmente outro popular jogo de pássaros: o Flappy Birds.

Aqui o protagonista não é um pássaro mas também tem duas asas: é um avião. Será este avião que os jogadores terão de conduzir, de loop em loop, colecionando moedas por entre diferentes cenários.

Tal como a mecânica no Flappy Bird, o avião terá de passar os corredores de obstáculos sem tocar em nada. Cada vez que tocar, a única opção é recomeçar de novo.

Mas não é apenas a mecânica que é idêntica ao jogo que Dong Nguyen retirou do ar por ser muito viciante: a nova proposta da Rovio também "bebe" do ambiente retro de Flappy Bird.

O Retry está disponível para iOS, mas de momento apenas em algumas lojas App Store, nomeadamente a finlandesa, embora a intenção seja "universalizar" o acesso.

World Press Photo: tenha os melhores fotógrafos do mundo na palma da mão
Até ao próximo dia 25 de maio a exposição com as imagens do World Press Photo – uma das mais prestigiadas competições de fotografia – vão estar no Museu da Eletricidade em Lisboa. E há uma aplicação para o acompanhar.

Não é preciso ser um erudito da fotografia para fazer uma visita à exposição do World Press Photo. Mas com a ajuda da aplicação oficial da iniciativa pode vir a tornar-se um: isto porque o software dá acesso a vários conteúdos, incluindo algumas características técnicas de como a imagem foi conseguida.

A aplicação é simples e até se pode dizer que ao nível do interface não é atrativa. Mas funciona na perfeição e promete tornar mais envolvente a visita à exposição.

O utilizador apenas terá que introduzir o número da fotografia que está a ver no smartphone, que pode ser Android ou iOS, e depois fica com acesso a vários conteúdos: especificações técnicas de cada imagem, a câmara com a qual foram captadas, comentário audio do autor, texto que contextualiza a fotografia. Por vezes um código dá mais acesso do que a uma imagem.

A aplicação deverá ser descarregada através do endereço www.worldpressphoto.org/app/ que deverá ser acedido através do telemóvel.

A imagem vencedora do World Press Photo de este ano, do fotógrafo John Stanmeyer, até está ligada à área das tecnologias, já que capta o momento em que um conjunto de emigrantes tenta apanhar sinal de rede nos telemóveis.

Tagg.ly ajuda utilizadores a reclamarem o crédito das fotos e vídeos que criam
Foi uma aplicação pensada por um jornalista, mas destina-se a todos os que de alguma forma gostavam de ver os seus conteúdos multimédia protegidos. A Tagg.ly adiciona uma marca de água às fotos e vídeos.

Alguém tira uma fotografia, partilha no Facebook e rapidamente a mesma foto já está a rodar em dezenas de páginas sem que ninguém, ou quase ninguém, saiba quem é o autor da fotografia.

A Tagg.ly quer combater este anónimato criativo e permite acrescentar uma marca de água às fotografias e vídeos: com o nome do autor, local da fotografia, data da mesma e é até possível acrescentar um logotipo.

O utilizador pode escolher por colocar as marcas de água de forma nativa em cada uma das fotografias captadas, mas também é possível usar a Tagg.ly para acrescentar informação aos conteúdos depois de a foto ter sido captada.

Tim Pool é o jornalista que está por trás do conceito – mesmo este não sendo original – e a aplicação pode ser descarregada pelos utilizadores iOS.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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