A famosa aplicação Tik Tok, comprada pela empresa chinesa ByteDance em 2017, tem sido um assunto muito falado nas últimas semanas nos Estados Unidos devido a “um possível risco à segurança do país” e que levou mesmo a um pedido de investigação ao Centro de Contraterrorismo dos Estados Unidos. Entretanto a empresa reagiu e garantiu que não está sujeita ao cumprimento das leis chinesas.

Numa carta enviada na semana passada pelos senadores Chuck Schumer e Tom Cotton a Joseph Macguire, atual diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, os políticos pedem que a instituição avance com uma investigação sobre a app devido ao eventual risco para a segurança do país. Em termos concretos, os senadores destacam algumas ameaças, como a censura ou manipulação de conteúdos disponíveis na plataforma e a influência de campanhas eleitorais.

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No comunicado divulgado no seu site oficial, a app esclarece as várias acusações. O Tik Tok garante que todos os dados dos utilizadores americanos são armazenados efetivamente nos Estados Unidos, com um sistema de backup em Singapura e que os data centers estão localizados fora da China e que nenhum dos dados estão sujeitos às leis chinesas. Para além disso, a empresa diz contar “com uma equipa técnica dedicada e focada em implementar políticas robustas de cibersegurança e práticas de privacidade e segurança de dados”.

No esclarecimento, a app garante ainda não remover qualquer tipo de conteúdo com base em preocupações relacionadas com o governo chinês. “Nunca fomos solicitado pelo governo para o fazer e mesmo que o pedido fosse foi isso não iria acontecer”, pode ler-se no comunicado onde o Tik Tok esclarece que não é influenciado por qualquer tipo de governo internacional.

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