Pokémon Go não é uma aplicação tradicional. Além de uma interface temática e de uma mão cheia de opções interativas, a app obriga os utilizadores a sairem de casa e a seguirem por caminhadas com destinos pouco definidos, à imagem do que fez Ash e companhia em diversas temporadas da série que estreou em Portugal no ano de 1999.

Enquanto um dos franchises mais populares da indústria do entretenimento, a aplicação foi imediatamente descarregada por milhões de pessoas que prontamente se deitaram à rua com as suas pokébolas virtuais prontas para "apanhá-los todos".

Mas, com milhares de pessoas nas ruas em busca de criaturas virtuais, focadas nos ecrãs de um smartphone que vai sugerindo indicações pouco contextualizadas com os perigos e as limitações do mundo real, as situações mais caricatas e sinistras não tardaram a acontecer.

Cadáveres e assaltos à mão armada

Apesar do leque de situações risíveis registadas durante a passada semana, há ainda um par delas que pouco espaço deixam ao divertimento.

Na passada sexta-feira, uma delas teve lugar no Wyoming, Estados Unidos, quando uma adolescente explorava uma zona de rio em busca de pokémons aquáticos e acabou por encontrar um cadáver. Shayla Wiggins, apressou-se a contactar as autoridades que, mais tarde, declararam o afogamento como causa de morte mais provável.

No Missouri, outro estado norte-americano, a situação não foi menos sinistra. Quatro rapazes, com idades compreendidas entre os 16 e 18 anos, foram detidos após várias queixas terem levado a polícia local a interceptar uma viatura num parque de estacionamento onde várias pessoas alegavam ter sido vítimas de assaltos à mão armada.

De acordo com as autoridades, os suspeitos utilizaram a app para atrair vários jogadores até uma armadilha em que diziam estarem interessados em formar equipas de Pokémon Go.

Esquadras, salas de parto, urinóis e outros sítios inusitados 

Ao contrário dos humanos, os pokémons desta aplicação não parecem revelar grande sentido de espaço.

Das centenas de imagens já carregadas por fóruns e redes sociais, os utilizadores já se cruzaram com pokémons em sítios estranhos como casas de banho públicas, funerais, clubes de strip, sex shops, cemitérios, frigideiras, sanitas e outros destinos insólitos que deram origem a screenshots hilariantes.

Jonathan Theriot, um dos milhões de norte-americanos que já "sucumbiram" ao "vício", chegou a deparar-se com um Pidgey empoleirado na beira da cama de hospital onde a sua mulher estava em... trabalho de parto. "Assim que apareceu fiquei do tipo: meu Deus, está um Pidgey sentado na tua cama!", disse Theriot em conversa com o BuzzFeed.

E, como os jogadores não se têm inibido de sacar dos seus smartphones em qualquer que seja o sítio, a polícia australiana da cidade de Darwin foi mesmo obrigada a pedir que os jogadores daquela localidade parassem de invadir a esquadra para "apanhar Sandshrews e ganhar pokébolas".

"Para os treinadores de Pokémon por aí fora que têm utilizado o Pokémon Go: embora a esquadra de Darwin surja enquanto Pokestop, por favor estejam cientes de que não precisam de entrar para ganhar pokébolas. Também é uma boa ideia olhar para cima, para além do teu telefone e para os dois lados antes de atravessar a estrada. Aquele Sandshrew não vai a lado nenhum. Mantenham-se seguros e apanhem-nos a todos!", escreveu a esquadra no Facebook. 

O jogo ainda não está oficialmente disponível em todos os países, contudo. Atualmente, apenas a Austrália, a Nova Zelândia, o Japão e os Estados Unidos têm acesso ao jogo através das lojas de aplicações. Além disso, as primeiras versões da app só começaram a chegar às lojas de aplicações no passado dia 6 de julho, deixando imaginar que ainda muito há por vir até porque, os downloads, não parecem abrandar. Nos Estados Unidos, a app já ultrapassou o Tinder em downloads para Android. 

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