A maioria dos portugueses optaram por proteger ou impedir o acesso aos seus dados privados no telemóvel, com apenas 20% a revelarem nunca ter este cuidado. O valor é o sétimo mais elevado entre os países da União Europeia, sendo também melhor do que a média comunitária.

O relatório do Eurostat, publicado esta segunda-feira a propósito do Dia da Proteção de Dados, revela que 75% dos cidadãos da União Europeia entre os 16 e os 74 anos usam o smartphone para fins privados, embora 28% respondam que nunca restringiram o acesso aos seus dados pessoais quando descarregaram ou usaram aplicações móveis.

O valor em Portugal de quem não recorre a qualquer proteção está nos 20%, mas o pódio é da França, onde somente 10% dos utilizadores nunca limitaram o acesso aos seus dados pessoais, seguida da Alemanha (16%), em segundo, e da Holanda e do Luxemburgo (ambos com 17%).

Na ponta contrária - ou seja aqueles que não colocaram qualquer impedimento ao acesso aos seus dados - estão a República Checa (67%), seguida da Bulgária (49%) e do Chipre e do Reino Unido (ambos com 43%).

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Os dados do Eurostat revelam ainda que 59% dos portugueses afirmam já terem restringido o acesso de aplicações a informação pessoal, com apenas 8% a indicarem que desconheciam essa possibilidade - a média europeia é de 7%.

Os números para Portugal dizem ainda que 3% dos inquiridos já perderam informações, fotografias ou documentos como resultado de um vírus ou malware. Indicam igualmente que apenas 20% dos inquiridos instalaram ou subscreveram um sistema de segurança depois de comprarem um smartphone novo. Os valores para a média da UE, nas duas situações, são de 5% e de 15%, respetivamente.

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