Entre 1 de setembro e 5 de janeiro os utilizadores da app STAYAWAY COVID introduziram na aplicação menos de 25% dos códigos gerados pelos médicos, que permitem identificar possíveis infeções pelo novo coronavírus. A informação indica ainda que os médicos geraram códigos para apenas 2,7% do total de casos confirmados desde o lançamento da app, até ao passado dia 5 de janeiro.

Os dados de uma fonte do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), entidade promotora da app, a que o ECO teve acesso, surgem depois de a Ministra da Saúde ter anunciado que a app de rastreamento de contactos conta com mais de 2,8 milhões de downloads. No entanto, e como tem vindo a acontecer, a inserção de códigos não surpreendeu.

“A aplicação STAYAWAY COVID teve mais de 2,8 milhões de downloads e vários códigos inseridos, mas não tantos quanto gostaríamos”, disse Marta Temido em dezembro.  A fonte fala agora em 2.921.162 downloads da app em smartphones Android e iOS, e ainda da marca Huawei, através da Huawei AppGallery.

De acordo com a fonte do INESC TEC, até 5 de janeiro, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) geraram 10.560 códigos que permitem aos doentes marcarem-se como infetados na aplicação, enviando, assim, um alerta anónimo para pessoas com quem tenham tido contactos de risco. É, assim, uma ínfima parte dos mais de 378.000 casos de COVID-19 confirmados entre 1 de setembro e 5 de janeiro, isto é, entre o lançamento da app e a data a que se refere o número.

Por outro lado, apenas 2.578 pessoas que tinham o código gerado pelos médicos optaram por, voluntariamente, se marcarem como infetadas na STAYAWAY COVID. Isto é, menos de 25% do total de códigos existentes.

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