Os taxistas europeus estão descontentes com o crescimento de alguns serviços de partilha de carros. O mais conhecido de todos, o Uber, é também o mais valioso e é o que geralmente está na mira dos protestos. A startup norte-americana criou um serviço de boleias partilhadas por aplicação móvel, mas cobra dinheiro pelo tempo ou pelos quilómetros andados.



Olhando para este cenário, os taxistas consideram esta concorrência desleal, já que funcionam da mesma forma que os táxis tradicionais, mas não se sujeitam aos mesmos tipos de regulações. Por isso estão marcados para hoje protestos em Madrid, Paris, Londres e Berlim, em diferentes formatos.



Os profissionais espanhóis vão ter uma greve de 24 horas. Em França o objetivo dos taxistas é andar a uma velocidade reduzida nas principais vias da cidade e nos principais trajetos – como para o aeroporto. Em Inglaterra está previsto uma grande concentração de taxistas numa das principais praças da capital, Trafalgar Square.



Estima-se que em toda a Europa cerca de 30 mil taxistas adiram ao protesto.



O Uber está avaliado em 18 mil milhões de dólares, após várias rondas de financiamento bem sucedidas. Apesar do valor do projeto, o mesmo tem estado sob constante escrutínio de várias entidades de diferentes países. Em alguns casos o caso tem seguido mesmo tribunal, esperando os taxistas que a aplicação móvel seja obrigada a reger-se pelas mesmas regras.



O líder da startup para o mercado europeu já desvalorizou a situação, em declarações ao The Wall Street Journal, dizendo que os protestos apenas servem para que mais pessoas tomem conhecimento do serviço e das suas potencialidades.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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