Em plena pandemia de COVID-19 os países estão a adotar várias soluções para combaterem a crise de saúde pública que está a marcar 2020. No caso da polícia da China, Dubai e Itália, a aposta está a ser a utilização de capacetes de vigilância para detetar possíveis pessoas infetadas na rua.

Num vídeo no canal de YouTube da chinesa KC Wearable, a empresa mostra o capacete que lançou em março em ação. Com a ajuda do equipamento e de uma câmara integrada, o polícia consegue saber a temperatura corporal das pessoas, conforme captado pela câmara de infravermelhos do capacete.

O capacete "inteligente" foi designado por KC N901 e está equipado com um processador de arquitetura ARM e um ecrã de realidade aumentada. Neste caso, o polícia pode detetar a temperatura de até 0,3 graus celsius dos cidadãos a cerca de dois metros.

Mas o que pode fazer mais este equipamento? O polícia pode medir a temperatura corporal de uma determinada pessoa ou de pessoas numa multidão, bem como digitalizar um QR code em busca de dados pessoais. Mas, para além disso, torna-se possível reconhecer matrículas de carros, localizar pessoas no escuro ou detetá-las através do reconhecimento facial. De acordo com a empresa, toda a informação fica armazenada no próprio capacete.

Em entrevista ao Business Insider, a chefe global da KC Wearable, Jie Guo, refere que mais de 1.000 capacetes já estão a ser utilizados na China. No entanto, existem já acordos com outros países em curso.

Empresa garante uma precisão de 96% do equipamento

Quanto à precisão do equipamento, Jie Guo explica que é de 96% e que a empresa realizou vários testes antes de lançar o capacete. A flexibilidade do produto foi também destacada, já que pode ser colocado num tripé, por exemplo.

De acordo com o site, a empresa já enviou capacetes à polícia militar de Itália e ao governo holandês para testes. No Dubai, também a polícia está a usar estes equipamentos.

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O capacete custa entre 5.000 e 7.000 dólares por unidade e o processo de compra também foi explicado por Jie Guo. Os clientes fazem pedidos antecipados de amostras, testam os equipamentos e depois fazem pedidos maiores. Para além de estarem a ser utilizados pela polícia chinesa, os capacetes ajudam agora também profissionais de saúde e seguranças.

Ao longo desta pandemia, os países têm adotado várias estratégias de "combate". Desde um jogo que ajuda os mais novos a perceberem o distanciamento social até apps de rastreamento, os projetos estão constantemente a surgir. Em Portugal, está prometido para até ao final do mês o lançamento da app STAYWAY COVID-19, que recorre à tecnologia Bluetooth.

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