Depois de ter sido necessário reiniciar o processo de desenvolvimento do seu mais recente telefone topo de gama, a LG apresentou oficialmente o G7 ThinQ no início de maio último, em Nova Iorque e em Seul. 

Um mês depois, o flagship da tecnológica da Coreia do Sul  chega a Portugal, mas a um preço que não será muito amigável e que pode vir a ser o próprio inimigo da marca. Isto porque os utilizadores que queiram comprar um G7 ThinQ vão ter que desembolsar 849 euros.

O diretor de marketing da empresa em Portugal, Hugo Jorge, admite que “não é um telefone para todas as carteiras” mas que “representa e quer mostrar que a LG consegue fazer daquilo que há de melhor no mercado dos smartphones” no país.

Com o sucessor do G6 o objetivo da marca é “fazer frente aos players que dominam o mercado, sem qualquer dúvida”, esclarece Hugo Jorge em declarações ao SAPO TEK.

“É um produto que não nos envergonha em nenhuma das características que possamos comparar com outros dispositivos, pelo contrário. Falamos da qualidade do ecrã, por exemplo. Sendo a LG um dos maiores produtores mundiais de ecrãs, certamente que saberemos fazer muito bons displays para telemóve”, sublinha.

O equipamento apresenta um display alto, encabeçado por um notch superior e duas câmaras traseiras que têm na inteligência artificial uma das suas maiores valências.

E, embora o sector dos smartphones tenha vindo a dar bastantes dores de cabeça à empresa ano após ano, a marca teve um início de ano positivo, uma vez que o prejuízo de 127 milhões de dólares no segmento mobile no primeiro trimestre deste ano revela um recuo face aos 192 milhões durante o último trimestre de 2017.

Hugo Jorge considera que, desde que foi lançado o G6, o V20, o V30 e agora com o G7,  a empresa está a retomar o bom caminho para chegar à posição que já teve no mercado dos smartphones.

“A meu ver, se a LG pecou em alguma coisa foi em ter inovado demasiado. Por exemplo, no segmento do mobile foi o primeiro telefone curvo e o primeiro dispositivo 3D do mercado e esse querer sempre trazer algo de novo para o mercado também teve algum efeito negativo”, refere o responsável.

Quais são, então, as expetativas que a empresa deposita no seu mais recente topo de gama, disponível no mercado nacional a partir do próximo dia 15 de junho?

O diretor de vendas mobile em Portugal, Nuno Telhado, confessa que a marca não está à espera de “grandes vendas, mas estamos à espera que isto nos ajude a consolidar a marca no sector mobile e no segmento médio-alto depois de termos estado fora do mercado durante estes últimos dois anos”, refere em entrevista ao SAPO TEK.

Nuno Telhado explica que essa falta de pressão na venda existe porque a empresa tem noção de que, em 2015, tinha 9% de share do mercado e que, para já, é “muito difícil chegar a esse número porque temos três players que ocupam 85% do mercado”.

O responsável explica que também é uma forma de respeitar os consumidores early adopters ao consolidar o preço dos dispositivos.

“Não estamos a colocar demasiada pressão na venda porque quando isso acontece passa a haver pressão no preço e, três meses depois, os equipamentos têm que estar com um valor 30% abaixo do inicial”, esclarece.

Para a LG a receita passa por não voltar a cometer os mesmo erros do passado e “fazer uma coisa sustentável. Queremos fazer mais caminho, devagar”, remata Nuno Telhado.

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