
A Apple anunciou que está a resolver um problema técnico que levantou uma nova polémica. Uma falha na funcionalidade de Ditado no iPhone sugeria “Trump” quando os utilizadores pronunciavam palavras com a letra R, incluindo a palavra “racista”, em inglês.
O anúncio da empresa da maçã surge em resposta a vídeos partilhados nas redes sociais que mostram como o problema funcionava. Utilizadores relatam que ao ativarem a funcionalidade e ao dizerem a palavra “racista”, “Trump” surgia brevemente nos termos sugeridos.
“Reconhecemos que há um problema com o modelo de reconhecimento de discurso que ‘alimenta’ a funcionalidade de Ditado e estamos a implementar uma solução”, afirmou a empresa em comunicado à imprensa internacional.
Segundo a Apple, os modelos usados na funcionalidade de voz para texto podem apresentar erradamente palavras que tenham semelhanças fonéticas, acrescentando que outros termos com a letra R também estavam a ativar a mesma falha, avança a Associated Press.
Ainda esta semana, a Apple anunciou um investimento de 500 mil milhões de dólares “em casa” ao longo dos próximos quatro anos para escapar ao impacto das tarifas de importação que Donald Trump pretende cobrar a empresas de vários países.
Numa publicação na Truth Social, o Presidente dos Estados Unidos defendeu que o investimento da Apple demonstrava “fé” naquilo que a sua Administração está a fazer, deixando um agradecimento a Tim Cook e à empresa.

No entanto, no dia seguinte, Donald Trump criticou a Apple após os seus investidores recusarem uma proposta, apresentada pelo grupo conservador National Centre for Public Policy Research (NCPPR), que determinaria o fim das políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) da empresa, avança a CNN.
“A Apple deveria livrar-se das regras de DEI, não apenas fazer ajustes às mesmas”, escreveu numa publicação na Truth Social. “[A] DEI é uma farsa e tem sido muito má para o nosso país”, defendeu.

Recorde-se que, com o regresso à Casa Branca, Donald Trump assinou um conjunto de novas ordens executivas, muitas das quais têm como objetivo reverter medidas que foram tomadas pela anterior Administração Biden, incluindo os programas de Diversidade, Equidade e Inclusão.
Várias empresas recuaram nos seus programas de DEI. Em Silicon Valley, vários dos grandes nomes que compõem este mundo também alinharam-se com os ideais defendidos pela Administração Trump.
Além da Meta,a Amazon também tenciona alterar as suas práticas de DEI. Outras gigantes, como a Apple, estão a enfrentar pressão por parte de grupos conservadores para fazerem mudanças.
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