A indústria tecnológica está a experienciar uma falta de componentes essenciais para o fabrico dos equipamentos, e a Apple não está imune à crise mundial. Na semana passada a Nikkei tinha adiantado que a marca da maçã estava com problemas em produzir os seus computadores MacBook e os tablets iPad, e que estes poderiam ser adiados devido à escassez de ecrãs e componentes.
Mas a Bloomberg recebeu o testemunho de fonte próxima da Apple a confirmar que a fabricante mantém os planos para o lançamento do novo iPad Pro, que se destaca pela tecnologia MiniLED do seu ecrã e a atualização do processador M1 no hardware. No entanto, o seu lançamento será inicialmente feito com um reduzido número de unidades até os stocks de componentes serem normalizados. Um dos fornecedores da tecnologia MiniLED já terá mesmo colocado a produção dos ecrãs em pausa, devido à falta dos recursos.
É referido que o iPad Pro pode ser revelado ainda durante a segunda metade de abril, uma versão com um ecrã MiniLED de 12,9 polegadas, e um modelo com um display maior, que vai chegar mais tarde ao mercado. É referido que a Apple quer manter o bom momento de vendas dos tablets, devido ao aumento na procura, sobretudo pelos estudantes que estão em regime de ensino em casa. No último trimestre de 2020, as receitas do iPad chegaram aos 8,4 mil milhões de dólares.
De salientar que a Apple mantém a produção dos iPhones, mesmo que alguns dos componentes sejam “à justa”, e que a falta da matéria-prima ainda não causou nenhuma indisponibilidade de produtos aos consumidores.
Recentemente a Samsung admitiu que a falta de componentes poderia colocar em causa o lançamento de um novo Galaxy Note este ano. São efeitos da pandemia, que fez aumentar a procura de produtos eletrónicos, e ao mesmo tempo a limitação da produção nas fábricas, devido aos constrangimentos das medidas de confinamento.
A primeira indústria a rever planos de produção e consequentemente de vendas foi a indústria automóvel, que segundo analistas (AlixPartners) este ano pode faturar menos 61 mil milhões de dólares, consequência da crise dos semicondutores. Mas à medida que o problema se prolonga, mais sectores começaram a ser afetados. Um analista da Samsung Securities, MS Hwang, antecipou à Bloomberg que a indústria de PC e televisores devem ser as próximas.
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