Ganhou o título a imagem mais detalhada do Universo até à data e compreende-se porquê. Afinal os cerca de 7.500 registos feitos em 16 anos de observações retratam 265.000 galáxias, que se estendem por 13,3 mil milhões de anos até apenas 500 milhões de anos após o Big Bang.

A NASA explica que a imagem – que reproduz uma área comparável, de forma relativa, à de uma lua cheia – contem galáxias mais distantes com um milhar de milionésimo do brilho daquele que o olho humano é capaz de ver.

A história da evolução do universo também fica demonstrada nesta visão tão abrangente, percebendo-se como os vários elementos são criados e mudam com o tempo. “Esta imagem contém a história completa do crescimento das galáxias no universo, desde o tempo em que ainda eram 'crianças' até se transformarem em 'adultas'”, referiu Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, líder da equipa que produziu a imagem, citado pela NASA.

"Criámos este mosaico como uma ferramenta para ser usada por nós e por outros astrónomos”, acrescentou o investigador. “A expectativa é que esta análise leve a uma compreensão ainda mais coerente, profunda e maior da evolução do universo nos próximos anos".

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Garth Illingworth também explicou que a imagem só poderá ser ultrapassada em pormenor com futuros telescópios, como é o caso do James Webb Space Telescope, que tem lançamento previsto a partir de 2020.

Recorde-se que o Hubble foi lançado em 1990 tendo completado recentemente 29 anos de missão no espaço.

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