Se no Google Maps o objetivo é encontrar o caminho, substituindo os tradicionais mapas de papel por versões digitais, no Google Earth tudo se resume à partida para a aventura sem precisar de sair de casa. A ferramenta lançada pela gigante de Mountain View em 2005 comemora 15 anos a registar as paisagens e histórias de um mundo em constante mudança, acompanhando a evolução tecnológica.

A plataforma assume-se como o maior repositório publicamente acessível de imagens geográficas. Ao combinar fotografias aéreas, imagens de satélite, topografia em 3D e capturas do Street Vew foi possível gerar um autêntico universo se exploração que vai além da Terra, dando a possibilidade de explorar a Lua, Marte e até a Via Láctea.

Mas o Google Earth é mais do que um globo 3D onde é possível passar o dia a ver novas paisagens. A tecnologia democratizou o acesso à criação de mapas interativos que permitem dar um melhor entendimento das realidades que se passam no mundo e dar aos utilizadores a oportunidade de ser agentes da mudança.

Clique na galeria para conhecer as histórias que marcam os 15 anos do Google Earth

Desde a resposta a desastres naturais, como o furacão Katrina em 2005, à ajuda a comunidades afetadas pela guerra ou à proteção da Natureza, o Google Earth tem sido usado para tornar o lugar em que vivemos num mundo melhor.

A ferramenta possibilitou até o reencontro de uma família separada durante 25 anos. Quando tinha apenas 5 anos, Saroo Brierley foi acidentalmente separado dos seus pais enquanto viajava num comboio. Depois de ter ficado a viver num orfanato, Saroo foi adotado por uma família australiana. Já em adulto, decidiu explorar as suas origens e traçou o caminho de volta para casa na Índia usando as imagens de satélite no Google Earth e conseguiu encontrar-se de novo com a sua mãe biológica.

A plataforma está também a ser usada para apoiar os alunos que vivem em zonas rurais, como na Índia. O projeto de alfabetização liderado por Padmaja Sathyamoorthy permitiu ajudar 745 mil estudantes. A responsável afirma que através do Google Earth foi possível dar “vida à história e à geografia com novas ferramentas e conteúdo de media que apelam à imaginação das mentes jovens. O projeto expande os horizontes dos alunos. Não se trata apenas de aprender a partir de um livro. Acredito que isso cria a curiosidade e um amor pela aprendizagem que durará a vida inteira”.

O Google Earth está também a ser utilizado para proteger culturas em risco de esquecimento. Por exemplo, em 2007, o chefe Almir do povo Suruí, no Brasil, percebeu o seu potencial como uma ferramenta para conservar as tradições da sua cultura. O povo Suruí construiu o seu Mapa Cultural no Google Earth, incluindo centenas de locais importantes na floresta tropical.

Já em 2019, Tania Haerekiterā Tapueluelu Wolfgramm, uma mulher maori e tonganesa, viajou pelo oceano Pacífico para entrevistar e gravar os sons de 10 idiomas indígenas diferentes para um novo filtro no Google Earth. A criação contou com 50 vozes de idiomas indígenas de todo o mundo em homenagem ao Ano Internacional das Línguas Indígenas de 2019.

Desde 2005 a 2020, o mundo mudou muito e, no contexto da pandemia de COVID-19, a plataforma volta a estar em destaque como meio de “viajar” de forma segura pelo mundo. Por exemplo, neste ano, a Golden Week no Japão, uma altura em que a maioria das pessoas costuma visitar as suas cidades natais, teve de mudar devido à COVID-19. Mas para ajudar as pessoas a regressar a casa, um grupo da cidade de Morioka desenvolveu uma tour no Google Earth que permitia viajar virtualmente no comboio de alta velocidade.

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