O próximo passo da exploração marciana pode passar por répteis robóticos e ainda não por uma missão com humanos. Um grupo de investigadores europeus está a desenvolver um sistema de exploração terrestre que se baseia no formato físico das cobras.

A ideia da equipa norueguesa que faz parte da Fundação para a Pesquisa Científica e Industrial (SINTEF) passa por criar um sistema que consiga explorar diferentes relevos do planeta através de um robô com uma capacidade de manobra superior. Um veículo como o Curiosity apresenta algumas limitações na deslocação, enquanto uma cobra-robô podia explorar fendas e espaços confinados.

A informação contida nestes espaços pode ter mais valor científico do que as informações retidas no solo que está constantemente exposto a agressões exteriores, como radiações solares.

Para já tudo não passa de conceitos e projetos-piloto. Isto porque apesar de ter algumas vantagens, a ideia de uma cobra-robô comporta alguns desafios que precisam de ser ultrapassados. Um dos problemas está relacionado com o transporte do drone terrestre.

Os investigadores da SINTEF pensam que o modelo mais completo será juntar uma cobra-robô com um veículo, sendo que os dois funcionam em conjunto. A cobra poderia funcionar como braço de análise do robô e sempre que fosse preciso descia até ao terreno e atuava sozinha.

Em dezembro os investigadores, que trabalham com a Agência Espacial Europeia (ESA), prometem entregar um relatório mais detalhado sobre este sistema de exploração. A ESA está a pensar na hipótese de enviar uma missão ao planeta vermelho em 2018.

A NASA só planeia enviar a próxima missão a Marte em 2020, pelo que a equipa ainda tem algum tempo para desenvolver o conceito e corrigir o maior número de falhas possível.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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