A sonda partiu de Baikonur, no Cazaquistão e permitiu obter  imagens importantes da região de Tharsis , "uma das áreas geologicamente mais interessantes e exploradas da superfície do planeta", segundo um comunicado da Agência Espacial Europeia (ESA).

"No passado era uma área muito ativa, com  vulcanismo e movimentos tectónicos e que alberga a maior parte dos vulcões colossais do planeta, os maiores do Sistema Solar”, refere.

Por ocasião do 15º aniversário da expedição, a Agência partilhou uma imagem da região que cobre aproximadamente um quarto da superfície marciana e que foi obtida pela câmara estéreo de alta resolução a bordo da Mars Express, em outubro de 2017.

A região de Tharsis também está associada com  a formação de Valles Marineris, que é cerca de quatro vezes mais comprido e profundo do que o Grande Canyon, nos EUA, e é o mais extenso sistema de desfiladeiros descoberto no Sistema Solar.

Os últimos 15 anos de observações da Mars Express contribuíram significativamente para nova a imagem emergente de Marte como um planeta habitável e as muitas descobertas abriram caminho para missões dedicadas à "caça" de sinais de vida no planeta, como o programa ExoMars de duas missões da ESA e da Roscosmos.

Recorde-se que, em abril deste ano, a ESA procedeu ao reboot do Mars Express e introduziu um novo software para otimizar a plataforma de exploração a Marte.

Esta implementação foi um importante marco para a missão que permitirá que a missão seja alargada até meados de 2020.

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