Na semana passada, a ESA havia referido no seu blog de operações do Mars Express os seus planos de atualização do software que controla a nave em órbita de Marte. Se tudo correr como planeado, a operação tem início hoje, perto das 18.15 (hora de Lisboa), tal como indicou a ESA numa mensagem na sua conta de Twitter.

A Agência Espacial Europeia explicou que o processo não é diferente de um típico portátil ou smartphone, que quando são utilizados de forma massiva começam a diminuir a sua performance. E um simples reboot, com uma instalação de origem, resolve muitos problemas, aumentando a sua vida útil. O Mars Express vai receber uma atualização 2.0 de software, com um pequeno (mas grande) pormenor: será atualizado remotamente a 150 milhões de quilómetros de distância!

Planeado inicialmente para uma missão de dois anos e após quase 15 longos anos de trabalho intenso a captar imagens do planeta vermelho e a detetar minerais da superfície, a ESA refere que o Mars Express ainda continua em boa forma, mesmo com diminuição na performance. O principal problema são os seus giroscópios, que estão prestes a deixar de funcionar, que são vitais para manter a sua orientação no espaço e apontar a sua antena de rádio para a Terra.

Os cientistas referem que o Mars Express não foi desenhado para voar sem os giroscópios - que neste esforço podem falhar no primeiro semestre do próximo ano. No entanto, há uma solução alternativa para prolongar o tempo de vida da missão. A ideia é mudar a navegação para o startracker, um sistema de câmaras que analisa a orientação da nave através da leitura de um campo de estrelas.

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O objetivo final da atualização do software é fazer um hack ao sistema operativo e trocar as funcionalidades. Isso significou reescrever o software, sendo agora necessário enviá-lo para o computador da nave. Para as mudanças surtirem efeito, será necessário fazer um reboot ao sistema e arrancar com a atualização.

Se tudo correr como pretendido e a atualização for concluída com êxito, o Mars Express pode continuar a sua expedição científica pela década de 2020.

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