As promessas que se fizeram para a edição de 2017, ainda o primeiro Web Summit em Lisboa estava a “queimar” os últimos foguetes, são as linhas pelas quais o sucesso do maior evento de tecnologia se vai medir. Ou não. Afinal nem tudo se trata de números e o networking, as oportunidades e o espaço para mostrar as soluções e produtos são as questões mais valorizadas pelas startups que continuam a ser os principais protagonistas do Web Summit.

No ano passado a previsão apontava para os 40 mil visitantes, mas a organização confirmou que o número acabou por chegar aos 79 mil e este ano o objetivo tinha sido colocado nos 80 mil, apesar dos números oficiais da edição de 2017 serem mais conservadores.

Conferências com mais de 600 oradores, 21 palcos e 1.500 startups provenientes de 165 países que vieram a Lisboa à procura de um momento de glória e oportunidades de investimento marcaram o Web Summit de 2016, que foi também um dos eventos mais mediáticos de sempre na cidade, com a ajuda dos media “tradicionais” mas também das redes sociais. Entre setembro de 2016 e julho de 2017 foram publicados mais de 17.800 artigos, 4.700 em português e 13.100 internacionais em 119 países, o que calculando o valor de espaço publicitário equivalente é avaliado em mais de 179 milhões de dólares (contas da organização).

O TEK acompanhou tudo o que se passou pelo MEO Arena e a FIL, no Parque das Nações, mas toda a cidade estava em estado efervescente durante os dias que duraram a conferência e o resto da semana. Apesar dos constrangimentos das deslocações, com o Metro sobrelotado e filas para comprar bilhetes e para as necessárias acreditações nos eventos, o clima era de entusiasmo entre os visitantes estrangeiros e nacionais, mesmo com algumas críticas, nomeadamente da parte dos jovens que ficaram limitados ao palco central.

 

No balanço feito no final do encontro, o mentor Paddy Cosgrave, satisfeito com os resultados conseguidos, garantia que o objetivo para 2017 é fazer o evento crescer em várias vertentes, nomeadamente alcançar os 80 mil participantes, alargar o espaço ocupado na Expo e conseguir a presença de mais mulheres. Tudo sem perder o foco nas startups.

A estimativa do Governo é de que o impacto económico da edição de 2016 tenha superado os 200 milhões de euros, direto e indireto, com cerca de 50 milhões injetados na área da hotelaria e turismo, mas o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, admitiu mesmo que o valor pode estar muito acima.

Números a superar?

O Web Summit fica garantidamente em Lisboa durante três anos, até 2018, embora esteja na mesa um “prolongamento” até aos cinco anos, e já tem o seu primeiro espaço fixo com o escritório inaugurado em Lisboa, mas também ajudou a trazer investimento, como o centro de inovação da Mercedes-Benz, o Digital Delivery Hub.

A agenda deste ano volta a ser impressionante e não faltam estrelas na lista de oradores, com a presença de CEOs de grandes empresas, futebolistas e modelos, mas também com dois robots, incluindo a Sophia que recebeu recentemente a cidadania na Arábia Saudita.

Mais de 7.500 jovens esgotaram os bilhetes de meio dia na campanha INSPIRE e foram disponibilizados mais 2 mil acessos a preço de saldo. E 150 startups portuguesas já encontraram o caminho para o Web Summit, através do programa Road2WebSummit  mas há quase o dobro a participar e nós vamos mostrar-lhe a lista completa.

Do lado da logística montada para que tudo fique a funcionar sem falhas já foram prometidas mais máquinas e bilhetes para o Metro, e a Altice está a montar a infraestrutura para suportar mais de 150 mil dispositivos ligados, a partilhar muitas fotos e vídeos, e que é indispensável para que o Web Summit seja um sucesso.

Como diz a frase (que ficou popular no mundo do futebol) "prognósticos só no final do jogo", mas o Web Summit tem previsões para 2017. E não são modestas:

  • 1000+ speakers
  • 600 startups
  • 21 conferências em nove palcos principais
  • 200 concorrentes na PITCH competition
  • 500 + investidores de grandes empresas internacionais.
  • 60,000+ participantes
  • 170 + countries
  • 100+ Office Hours num modelo de speed dating entre investidores e startups
  • 1100+ sessões de mentoria (mentor hour) garantidas às startups

A menos de 100 horas da abertura oficial fazem-se os últimos preparativos e confirmações, mas há espaço para marcar presença na festa Un/signed na LX Factory e para um mergulho na Ericeira, no Surf Summit. E ainda se podem comprar bilhetes, mas a preços que já ultrapassam os 1.500 euros para acesso completo, chegando aos 5 mil euros para executivos. E está quase a esgotar!

Para já vale a pena instalar a aplicação, que serve como bilhete de acesso depois de configurada, e fazer o planeamento da agenda, porque há muito para ver e ouvir no espaço dos eventos e fora de portas.

Como não podia deixar de ser, o TEK vai estar mais uma vez a acompanhar os momentos mais importantes do evento e a principal informação vai passar por aqui.