Todos os dias, o APOD escolhe a dedo as melhores imagens espaciais. Se maio foi um mês que nos trouxe registos impressionantes de buracos negros, planetas distantes e “joias” celestes, junho destaca-se pelas visões cósmicas de galáxias em colisão, resquícios de supernovas perdidas no tempo e berçários de estrelas.
Junho foi também um mês especial para o APOD, que no dia 16 celebrou o seu 30º aniversário. Para assinalar a data, foi criada uma versão ainda mais especial da icónica obra “Noite Estrelada”, de Van Gogh, composta por mais de 1.800 imagens espaciais, organizadas num mosaico com mais de 32.200 quadrados.
Na coleção deste mês é possível observar como o Universo está em constante transformação, com a gravidade a causar transformações surpreendentes, e por vezes dramáticas, nas galáxias: de colisões a elementos como braços espirais deformados ou halos gigantes, que deixam pistas importantes sobre a sua evolução.
Clique para ver as imagens destacadas pela NASA com mais detalhe
Em destaque estão ainda imagens do nosso sistema solar, incluindo selfies marcianas captadas pelo rover Perseverance, acompanhado pelo helicóptero Ingenuity, e uma visão de Enceladus, a lua gelada de Saturno, com os seus géiseres ativos.
Mas o céu visto da Terra também é um palco para vários fenómenos astronómicos que valem a pena observar e há espaço para uma imagem captada em Portugal.
Registada na Ilha do Pico, Açores, pelo astrofotógrafo Miguel Claro, a imagem escolhida para o dia 3 de junho mostra um fenómeno conhecido como luminescência atmosférica (ou “airglow” em inglês) que, neste caso, parece formar uma camada de arco-íris no céu.
A coleção não estaria completa sem uma das primeiras imagens do Observatório Vera C. Rubin. Reveladas em junho, as imagens do observatório localizado no Chile mostram, por exemplo, uma combinação fotográfica entre Nebulosa da Trífide e a Nebulosa da Lagoa, que foi criada a partir de 678 fotografias, num processo de captação que demorou sete horas.
O cluster de galáxias perto da constelação de Virgem é outro dos elementos captados pela LSST Camera do observatório, descrita como a maior e mais poderosa câmara digital do mundo, e equipada com três lentes e um sensor principal de 3.200 MP.
Recorde as primeiras imagens do Observatório Vera C. Rubin
Recorde-se que estas primeiras imagens são apenas uma amostra das capacidades do observatório, cuja construção está quase terminada. As equipas responsáveis esperam que o processo esteja concluído dentro de alguns meses, sendo possível dar início à sua missão científica no final do ano. Ao longo dos próximos 10 anos, o observatório vai captar milhares de imagens do céu para criar o maior time-lapse do Universo.
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