Todos os passos da missão Artemis I estão a correr como a NASA planeou. A cápsula Orion está de regresso à Terra, depois de ter completado as suas órbitas em redor da Lua. No primeiro dia de dezembro iniciou as manobras de trajetória para a longa viagem, tendo disparado o seu motor principal, durante 1 minuto e 45 segundos, para se alinhar para mais uma aproximação ao satélite natural.

A NASA explica que depois de ter ligado o motor do módulo de serviço europeu, construído pela Aerojet Rocketdyne, a velocidade da Orion aumentou para 138 metros por segundo.

A equipa da Artemis I continuou a executar testes termais da ferramenta de navegação “star Trackers”, utilizada para medir a posição das estrelas, ajudando a cápsula a determinar a sua orientação. Durante os primeiros três dias de voo, os engenheiros avaliaram os dados iniciais para compreender se as leituras estavam alinhadas com os disparos do motor.

Depois da leitura feita esta quinta-feira, foi feito um disparo do motor para correção de trajetória. Na sua última nota, a NASA refere que às 22.30 (hora de Lisboa) de quinta, a Orion já estava em viagem de regresso, a mais de 85 mil quilómetros de distância da Lua, a uma velocidade de cruzeiro de 3.700 km/h.

Veja na galeria imagens da viagem da Orion

Esta foi a primeira manobra de aceleração da cápsula necessária para trazer a Orion de volta à Terra. Espera-se que um segundo disparo do motor ocorra no dia 5 de dezembro, quando a cápsula estiver a voar a cerca de 127 mil quilómetros de distância da superfície lunar, para então voar em direção à Terra.

Ainda sobre o motor, trata-se de um sistema de manobras orbitais que foi modificado para ser usado na cápsula, tendo a capacidade de fornecer cerca de 3 toneladas de impulso. Este motor já tinha sido anteriormente em 19 viagens de space shuttles, desde a STS-41G em outubro de 1984 até a STS-112 em outubro de 2022.

A viagem da Orion tem vindo a fazer história e a bater recordes. Foi o veículo desenhado para transporte de astronautas que mais longe se afastou da Terra, deixando para trás o marco da Apollo 13. A Orion alcançou a distância de 249.66 milhas (401.798 quilómetros) da Terra. São mais de mil quilómetros de diferença para o anterior recorde, registado no último sábado, dia 26 de novembro.

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Obviamente que a missão do dia 15 de abril de 1970 continua a ser aquela que mais longe levou humanos, já que a Orion não é tripulada, mas é o veículo projetado para transporte de astronautas que viajou mais longe.

O manequim a bordo da Orion e os seus sensores vão permitir medir a radiação e o esforço que os tripulantes da Artemis II vão encontrar durante o voo previsto para 2024. Uma missão que será apenas um “passeio” em torno da Lua antes do seu regresso à Terra. Apenas a missão Artemis III vai fazer história ao fazer regressar humanos à Lua.

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