No tempo em que estará a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla original), Luca Parmitano vai levar a cabo mais de 50 experiências. Uma delas teve inicio esta terça-feira e leva o nome Biorock.

O processo levará três semanas e consiste em compreender se os chamados micróbios de mina, usados na Terra, também podem atuar no Espaço e examinar como as comunidades de microrganismos se desenvolvem em rochas espaciais.

A ESA explica que o astronauta inseriu no “laboratório” Kubik, que simula a gravidade terrestre e marciana, bem como a microgravidade, três espécies diferentes de bactérias, num estado desidratado e adormecido, em lâminas de basalto.

O objetivo é testar de que forma os diferentes estados de gravidade influenciam o desenvolvimento de micróbios nas rochas. Isto porque estes microrganismos são capazes de resistir a uma rocha da qual podem extrair iões. Este processo natural permite a biominação, em que metais úteis são extraídos de minérios de rocha.

Uma prática comum na Terra, a biominação será eventualmente feita na Lua, Marte e asteroides, “à medida que aumentamos a nossa compreensão e exploração do Sistema Solar”, sugere a ESA.

Durante as próximas três semanas, os microrganismos vão ser “alimentados” para restabelecer o crescimento celular e se desenvolverem no basalto. Após esse período, as amostras serão armazenadas a 4ºC enquanto aguardam o regresso à Terra.

Depois de ter soltado as pequenas criaturas, Luca Parmitano tem outras experiências para levar a cabo na missão Beyond que o vai manter seis meses a bordo da ISS.

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