Existe um efeito na Teoria Geral da Relatividade de Einstein chamado Desvio gravitacional para o vermelho (gravitational redshift em inglês) em que a luz muda de cor para um tom avermelhado devido à gravidade. Esse fenómeno foi observado por astrónomos, através do observatório de raios X Chandra da NASA, em duas estrelas que se orbitam entre si na nossa galáxia, a cerca de 29 mil anos-luz de distância da Terra.

A NASA explica que, apesar destas estrelas estarem a uma grande distância do planeta, estas ondas gravitacionais avermelhadas têm impacto tangível na tecnologia atual, que devem ser consideradas pelos engenheiros e cientistas na calibração dos sistemas de posicionamento do GPS, por exemplo.

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Este fenómeno já foi encontrado no nosso sistema solar, mas tem sido um desafio observá-lo em áreas mais distantes no espaço. Por isso, a NASA salienta que os dados registados pelo Chandra constituem provas convincentes do impacto dessas ondas numa nova configuração cósmica.

Explicando a constituição das duas estrelas, num sistema chamado 4U 1916-053, uma delas é o núcleo de uma estrela cujas camadas exteriores foram arrancadas, deixando-a muito mais densa que o nosso Sol. A outra é uma estrela de neutrões, um objeto ainda mais denso, criado quando uma estrela massiva colapsa durante uma explosão de uma supernova. Na imagem ilustrativa partilhada pela NASA, vemos a estrela de neutrões a cinzento no centro do disco de gás quente a ser puxado do seu companheiro, a estrela branca da esquerda.

tek gravitational redshift
The very small accretion disks in ultracompact X-ray binaries are special laboratories in which to study diskaccretion and outflows. Credit: CXC/M.Weiss créditos: CXC/M.Weiss

Estas duas estrelas estão a cerca de 346.000 km de distância entre si, mais ou menos a distância entre a Terra e a Lua, refere a NASA. A estrela mais densa gira em torno do astro de neutrões, fazendo uma órbita completa em apenas 50 minutos.

No blog da NASA é explicado tecnicamente ao pormenor como é que o fenómeno afeta os sistemas de GPS, e como se encaixa na teoria de Einstein. No entanto, os cientistas vão estudar com mais detalhe este sistema durante o próximo ano.

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