
A ESA inaugurou hoje uma nova expansão das suas instalações dedicadas à observação e defesa de objetos perigosos perto da Terra, nomeadamente os asteroides. A agência espacial europeia diz ter um papel fundamental para detetar, seguir e compreender os movimentos dos asteroides. E desde 2019, quando adotou um novo programa de segurança do espaço, a ESA construiu telescópios estado de arte para observar o céu e envolveu-se com a comunidade internacional para trabalhar em missões de voo para ajudar a testar o desvio de asteroides.
Nesse sentido, com a necessidade de reforçar a sua responsabilidade, a ESA conta agora com novas instalações, que passam a ser o hub central de todos os esforços da agência na análise de dados de asteroides do Near-Earth Object Coordination Centre (NEOCC). A equipa, composta atualmente por 15 pessoas, mantém contacto próximo e regular com as maiores organizações de monitorização dos riscos dos asteroides, como a NASA, para um esforço de coordenação global.
Veja na galeria fotos das novas instalações da ESA NEOCC
As novas instalações vão ainda servir como hub central para a observação diária de dados dos novos telescópios, que estão neste momento em construção em Milão. A ESA pretende conhecer as rotas precisas dos asteroides, listando-os com os respetivos níveis de perigo de impacto contra a Terra. “Quanto mais compreendermos o trajeto do objeto, mais certos estaremos que este não vai esbarrar na Terra. Mas estamos a preparar-nos para o dia em que este não é o caso”, salienta um porta-voz da ESA.
O novo centro passa a ser o ponto de acesso central de toda a rede europeia de fontes de dados e informações reunidas dos parceiros, passando a ser o principal fornecedor das informações vitais das orbitas dos asteroides, monitorização de impacto, análise de risco, etc.
O NEOCC, além de coordenar as observações dos asteroides e cometas no Sistema Solar, também avalia e monitoriza o perigo de qualquer rocha espacial que se aproxime da Terra. Também propõe medidas de mitigação, se for necessário, às agências de resposta de emergência, no caso de impacto iminente.
No seu plano de expansão nas observações de objetos perigosos, a ESA estabeleceu também um acordo com o European Southern Observatory, para a utilização do seu Very Large Telescope, que será vital nas observações.

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