Apesar de alguns atrasos, a NASA continua a compor todos os elementos necessários para dar início ao programa de exploração lunar Artemis, que prevê o regresso à Lua em 2024. Depois de fazer progressos no foguetão Space Launch System (SLS), a agência espacial norte-americana prevê agora lançar a missão Artemis I em fevereiro de 2022, com a janela de lançamento a abrir no dia 12 desse mês.

A NASA explica que já foi possível colocar a cápsula Orion no topo do SLS. No entanto, ainda há todo um conjunto de pequenos passos a dar antes do grande salto a caminho da Lua. A agência pretende realizar um vasto conjunto de testes às interfaces e sistemas do SLS e não avançará com uma data de lançamento definitiva até ter tudo preparado.

A Artemis I terá como objetivo preparar o “terreno” para as missões tripuladas do conjunto planeado pela NASA. A bordo da cápsula Orion estará um manequim, chamado Comandante Moonikin Campos, que vai simular um tripulante, integrando sensores para registar os níveis de radiação, aceleração e vibração enquanto a missão viaja à volta da Lua e regressa à Terra.

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O manequim vai ocupar o lugar de comandante na cápsula e usar um kit de sobrevivência, assim como o mesmo fato espacial que os astronautas da missão Artemis II vão vestir.

Para preparar uma estadia humana a longo prazo na Lua, a agência espera encontrar água debaixo da sua superfície, e por isso, em 2023 vai ser enviado para a Lua o VIPER (Volatiles Investigating Polar Exploration Rover) que tem como objetivo procurar gelo e outros recursos que estejam debaixo da crosta do satélite natural da Terra.

O rover vai recolher dados que podem ajudar a agência espacial a mapear os recursos do polo sul da Lua. Durante a missão, o VIPER recolherá amostras de pelo menos três locais em áreas cuidadosamente selecionadas que darão aos cientistas uma maior compreensão dos diferentes tipos de ambientes lunares.

Para construir uma presença sustentável na Lua até 2028, a NASA está também a desenvolver uma arquitetura de comunicação e navegação conhecida como LunaNet. Desenvolvida pelo programa Space Communications and Navigation (SCaN), a futura internet na Lua assenta em técnicas inovadoras de rede, padrões e uma estrutura extensível para expandir rapidamente as suas capacidades, caso seja necessário.

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