A SpaceX de Elon Musk já recupera os seus foguetões para reutilização, depois de realizar as missões de envio de satélites ao espaço. A Rocket Lab deu esse mesmo passo, ao conseguir aterrar o seu foguetão intacto no oceano, com paraquedas para amortecer a queda.

Até aqui a empresa utilizou o seu foguetão Electron, dispensável após concluir as suas missões de transporte de satélites para a órbita da Terra. Mas a última missão, com o sugestivo nome de “Return to Sender” pretendia recuperá-lo. O novo Electron foi lançado a partir da base da Rocket Lab na Nova Zelândia, transportando 29 satélites para uma altitude de cerca de 500 quilómetros. Uma hora depois do lançamento, o first stage do foguetão estava de regresso e pronto para ser recuperado.

Apesar de ter concluído o objetivo de reentrar na atmosfera sem se destruir, aberto o paraquedas e ter mergulhado no oceano, e depois recuperado, ainda não se sabe o estado em que está e se pode, de facto voltar a ser lançado. A empresa testou diferentes sistemas de recuperação independentes do foguetão anteriormente, mas esta foi a primeira tentativa de colocar tudo no sítio para o teste. O veículo desceu a uma velocidade de cerca de 10 metros por segundo, refere a Space News.

O grande desafio foi coordenar o seu tamanho e peso, encaixar os paraquedas, o sistema de controlo de reação e outros equipamentos necessários para a recuperação do foguetão. Este será puxado da água por um navio, sendo depois enviado para a fábrica da empresa onde será analisado. Este novo teste corresponde à fase seguinte do plano da empresa, relembrando que anteriormente foi simulado a recuperação de um Electron em pleno voo, utilizando um helicóptero. E nem sempre tudo correu bem à empresa. Em julho um incidente ditou a destruição de um foguetão, assim como a sua carga de sete satélites.

A Rocket Lab afirma que a reutilização de foguetão seria uma enorme vantagem para a empresa, mesmo que apenas conseguisse utilizar mais uma vez, pois aumentaria a capacidade de executar mais missões sem a necessidade de amplificar a fábrica.

Em forma de curiosidade, para além dos 29 satélites que o Electron carregou, o 30º passageiro foi o Gnomo Chompski, que no universo dos videojogos estava ligado a uma personagem da série Half-Life. Trata-se de um boneco com 15 centímetros impresso em 3D com titânio, financiado pelo próprio dono da Valve e Steam, Gabe Newell. Ainda não se sabe se o gnomo sobreviveu à viagem. Esta iniciativa foi a forma que Gabe Newell usou para agradecer à Nova Zelândia pela sua hospitalidade durante a pandemia. Gabe Newell, que se encontra no país desde o início da crise de saúde pública, decidiu lançar um evento de caridade para ajudar um hospital pediátrico. Cada internauta que tivesse acompanhado a transmissão da missão, seria doado um dólar à Unidade de Cuidados Intensivos do hospital pediátrico Starship, em Auckland.

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