A Roscosmos vai construir duas naves adicionais Soyuz para auxiliar a NASA na necessidade de transportar mais astronautas para a Estação Espacial Internacional, dentro do âmbito do programa espacial que irá arrancar no próximo ano, em preparação ao programa Artemis, que pretende fazer regressar o Homem à Lua em 2024.

Segundo avança a agência noticiosa russa TASS, Dmitry Rogozin, o líder da Roscosmos deu instruções para alocar fundos na construção das naves adicionais, referindo que a fábrica Energia Space Rocket Corporation tem a capacidade de produzir quatro naves por ano, mas que é possível construir cinco. A agência espera assim construir as quatro naves como parte do seu próprio programa federal, alocando nos próximos dois anos os recursos para uma entrega para 2020 e outra para 2021. Segundo o líder da Roscosmos, a primeira nave servirá a NASA, enquanto a segunda, a prevista para 2021 destina-se ao transporte de turistas.

Este reforço levou mesmo Dmitry Rogozin a criticar o seu homólogo americano Jim Bridenstine, o chefe da NASA, referindo numa carta sobre o atraso do início das operações americanas para os voos comerciais e a necessidade de “assentos adicionais” deveria ter sido encomendado mais cedo. Salienta ainda que esse atraso vai afetar os planos do programa espacial russo na condução de experimentos no segmento russo da ISS. A NASA foi ainda alertada, com antecedência, de que os seus planos para voar em 2020, reduzindo a dependência da Rússia necessitariam ser revistos, devido aos problemas habituais associados aos testes das naves. Refere ainda que a Energia demora cerca de dois anos a construir uma nave Soyuz.

"Agora já nem estamos a falar sobre vender lugares, mas na verdade conceder toda a capacidade do voo, que é uma questão mais séria, associado à situação crítica quando os americanos poderão vir a encontrar-se sem astronautas a bordo da ISS, podendo paralisar o seu segmento" refere o líder da Roscosmos.

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