De acordo com a NASA, a descoberta foi feita através de observações feitas pelo instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do telescópio James Webb a 2 de fevereiro, numa série de imagens de longa exposição, captadas em períodos de 10 a 40 minutos.
Embora seja uma pequena lua, Maryame El Moutamid, cientista do Southwest Research Institute (SwRI), que liderou a investigação, afirma que esta é uma “descoberta significativa”, sendo algo que nem a missão Voyager 2 da NASA conseguiu detetar quando passou pelo planeta há cerca de 40 anos.
Estima-se que a nova lua tenha um diâmetro de apenas 10 quilómetros. Como explica a NASA, este afirma-se como o 14.º membro do sistema de satélites naturais que orbitam interiormente em relação às luas de maiores dimensões, incluindo Miranda, Ariel, Umbriel, Titania e Oberon.
Note-se que todas as luas de Urano têm nomes inspirados pelas obras de Shakespeare e Alexander Pope. Enquanto o seu nome ainda não é aprovado pela União Astronómica Internacional (IAU, na sigla em inglês), a nova lua chama-se, por enquanto, S/2025 U1.
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“Nenhum outro planeta conta com tantas pequenas luas interiores como Urano”, detalha Matthew Tiscareno, investigador do SETI Institute, que também participou no estudo. As complexas relações entre estas pequenas luas e os anéis do planeta “sugerem uma história caótica que esbate as fronteiras entre sistema de anéis e sistema de luas”, afirma.
“Além disso, a nova lua é menor e muito mais ténue do que a maioria das luas anteriormente conhecidas”, indica o investigador, acrescentando que é provável que existam ainda mais aspectos complexos para descobrir.
A S/2025 U1 está localizada a cerca de 56.000 quilómetros do centro de Urano, orbitando o plano equatorial do planeta, entre as órbitas das luas Ophelia e Bianca. Segundo Maryame El Moutamid, a órbita quase circular da nova lua sugere que se possa ter formado perto da sua localização atual.
A investigadora afirma que “a descoberta desta lua reforça como a astronomia moderna continua a desenvolver-se tendo em conta o legado de missões como a Voyager 2, que passou por Urano a 24 de janeiro de 1986 e deu à humanidade a primeira visão detalhada deste mundo misterioso”. “Agora, quase quatro décadas depois, o telescópio espacial James Webb está a ir ainda mais além”, realça.
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