Acredita-se que ainda existe muito a explorar no mundo da realidade virtual. O mais comum é utilizar a audição e a visão com os headset VR, mas as restantes sensações começam a ser produzidas, sobretudo em experiências oferecidas em salas de cinema 4D que criam ilusões mais imersivas.

Um grupo de investigadores da Universidade de Stanford construiu uma pequena caixa com pinos dinâmicos, que mudam de forma de acordo com as interações que o utilizador esteja a fazer com objetos virtuais. Ou seja, através dos óculos é possível ver os objetos tridimensionais, mas com as mãos postas nos pinos do robô vai sentir os mesmos.

Nas experiências do sistema ShapeShift, como foi nomeado, foram comparadas as interações hápticas de realidade virtual com um ecrã fixo e um touch pad. Os resultados mostraram uma diminuição de 24% no tempo da tarefa, 15% menos de atividade mental e 29% menos frustração na navegação via háptica.

O pequeno robot, onde a ShapeShift foi colocada, facilita a interação, já que este se move durante a experiência, invés dos utilizadores, guiando as suas mãos através dos objetos específicos. Embora esta experiência tenha sido focada numa escala pequena, é possível que os investigadores transformem paredes ou o chão para simular as condições dos terrenos em realidade virtual. Ou seja, a possibilidade de recriar virtualmente a experiência de subir colinas ou tropeçar nas pedras, ou mesmo sentir as ondulações da água. É só puxar pela imaginação…

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