A Amazon está a fornecer a sua tecnologia de reconhecimento facial, Rekognition, às polícias dos estados do Oregon e da Florida, segundo documentos obtidos pela União das Liberdades Civis Norte-Americana (ACLU, na sigla em inglês). 

Por considerarem que este instrumento dá à polícia “um perigoso poder de vigilância” e que o seu uso em rondas policiais assume contornos de uma “vigilância autoritária”, mais de 30 organizações enviaram uma carta à Amazon a pedir o fim do negócio. “Se e quando um perigoso sistema de vigilância como este for dirigido contra o público, os desgastes serão irreversíveis”, preveniu Nicole Ozer, do ramo californiano da ACLU.

A tecnologia foi anunciada pela gigante tecnológica em 2016 e, com base em inteligência artificial, o Rekognition pode identificar, seguir e analisar pessoas em tempo real e reconhecer até 100 pessoas em uma única imagem.

Para organizações como a Electronic Frontier Foundation, Data for Black Lives, Freedom of the Press Foundation e Human Rights Watch este serviço “representa uma grave ameaça para as comunidades, entre as quais as pessoas de cor e as imigradas, e ameaça a confiança e o respeito que a Amazon granjeou”.

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Embora a gigante tecnológica não tenha revelado quantas agências de segurança pública estão a usar o sistema Rekognition, afirmou que exige que todos os seus clientes cumpram a lei e sejam responsáveis no uso dos seus produtos. A Amazon deu também alguns exemplos da utilização dada ao programa, como a possibilidade de encontrar crianças perdidas em parques de diversões.

Recorde-se que na China alguns dos agentes da polícia estão munidos com uns óculos de reconhecimento facial que lhes permite identificar, automaticamente, pessoas que estejam a ser procuradas pela lei.

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