Ainda houve um número considerável de máquinas fotográficas que voaram da Terra até à Lua, para auxílio na catalogação das missões com tripulação humana no satélite terrestre, sendo que a maior parte desses equipamentos foi construído pela empresa sueca Hasselblad.

Mas foram poucos os modelos que regressaram à Terra. Não por causa das condições atmosféricas da Lua ou por falta de cuidado dos astronautas. A indicação que levavam era a de que as máquinas deviam ser deixadas na Lua, sendo apenas transportada a película com as fotografias, para aumentar o espaço disponível para recolha de amostras.

Uma Hasselblad Electronic Data Camera (EDC) que participou na missão Apollo XV em 1971, foi leiloada este fim de semana em Viena, na Áustria, por 660 mil euros. O japonês Terukazu Fujisawa foi o investidor vencedor e agora vai mostrar a câmara na sua coleção de arte e objetos com valor.

A base de licitação começava nos 80 mil euros e a casa WestLich não esperava conseguir mais do que 270 mil euros pela câmara. Mas a raridade do objeto e a carga simbólica que transporta - e alguma poeira lunar, de acordo com a imprensa internacional - fizeram o interesse disparar no leilão.

De acordo com a publicação especializada PetaPixel, apenas quatro câmaraas fotográficas terão regressado da Lua, sendo que esta Hasselblad em específico voltou para ser analisada depois de ter encravado. A máquina é em tudo semelhante aos modelos que a empresa fabricava para a "Terra", havendo apenas algumas alterações nos botões e no método de selagem do equipamento.

Apesar do problema técnico, ainda captou 299 fotografias com a ajuda do astronauta James Irwin.

Mas o leilão não se livrou de uma polémica. Há quem questione a veracidade da câmara, isto porque alegadamente outras partes do mesmo dispositivo já terão sido vendidas noutros leilões. A PetaPixel levanta ainda a questão de como uma câmara que foi à Lua e alegadamente é propriedade dos EUA, conseguiu chegar às mãos de um privado e a um leilão.

A casa WestLich garante que a máquina é verdadeira e que o mesmo é atestado através do número de série que ainda pode ser verificado.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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