A Polícia Judiciária, na diretoria do Norte, estava a investigar, desde maio, um grupo de homens suspeitos de contrafação de cartões de débito e crédito, e outros crimes de associação criminosa, tais como burla e falsidade informática em diversas cidades da área metropolitana do Porto.

A investigação levou à prisão de seis homens de nacionalidade estrangeira, que foram identificados e apanhados em flagrante delito. Desde o mês de maio, pelo menos, que o grupo fabricava e instalava aparelhos fabricados para manipular as caixas de multibanco.

O objetivo era efetuar a leitura da banda magnética dos cartões de crédito e débito que eram utilizados nos ATM. Os códigos de acesso eram gravados em vídeo. A PJ refere que os dispositivos utilizados no crime eram “de grande qualidade e não sendo percetíveis para quem utilizava as caixas automáticas”.

Os dados magnéticos eram clonados e registados em cartões “brancos”, sendo depois utilizados pelos suspeitos na aquisição de bens e serviços. O valor da burla ainda não foi apurado, mas a PJ estima que foi de várias dezenas de milhares de euros, lesando titulares e entidades bancárias.

A Polícia Judiciária apreendeu ainda o material necessário à fabricação das peças necessárias para construir os dispositivos de contrafação, assim como mais de uma centena de cartões “brancos”, alguns ainda virgens, outros já clonados. Também foi apreendido o material informático necessário à realização da leitura e clonagem e dezenas de milhares de euros.

Os seis detidos têm idades compreendidas entre os 25 e 43 anos, que irão prestar o primeiro interrogatório junto à autoridade judiciária competente e ficar a saber quais as medidas de coação a aplicar.

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