Os dados divulgados pela consultora apontam para vendas combinadas de mais de 2,4 mil milhões de equipamentos em 2015, entre PCs, tablets, ultramobiles e telemóveis, o que representa uma quebra de 1% face a 2014, e uma revisão perante as anteriores previsões de crescimento de 1,5%.

A extensão do período de uso dos equipamentos durante mais tempo, e a demora na substituição, é a principal causa apontada pela Gartner para esta tendência. "Os utilizadres estão a alargar o tempo de vida dos equipamentos, ou a decidir nem sequer os substituir", afirmou Ranjut Atwal, diretor de análise da Gartner.

Os telemóveis são os únicos que escapam ao declíneo esperado, devendo crescer 1,4% em 2015. Os smartphones continuam a ser a categoria com mais crescimento, estando previsto um aumento de 14% nas vendas, mas que em algumas regiões pode atingir um crescimento muito superior, nomeadamente na India e na Indonésia onde deverá chegar aos 43%.

Como já tinha sido referido antes nas análises da Gartner e de outras consultoras, as vendas de computadores pessoais (desktops e notebooks) vão continuar a cair, fixando-se em 303 milhões de unidades em 2017. Os tablets - com e sem teclado - também perdem tração, embora recuperem em 2017 para os 218 milhões de unidades.

"O mercado dos tablets está a sofrer uma pressão crescente [...] Os utilizadores de tablets com ecrãs de 7 e 8 polegadas não estão a substituir os seus dispositivos", explica Annette Zimmermann, research director da Gartner. 

A consultora fez um inquérito em seis países para perceber as opções de substituição de equipamentos e verificou que os donos de desktops são os que se mantêm mais fieis à sua escolha, enquanto 44% dos utilizadores de tablets estão a considerar substituir os dispositivos por outros modelos diferentes.

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