A Inteligência Artificial foi o tema dominante de várias sessões da conferência da Microsoft que está a decorrer em Lisboa, e um painel com representantes de cinco organizações portuguesas mostra que a tecnologia já está a ser aplicada a vários níveis, embora muitas vezes a dar os primeiros passos.

No Crédito Agrícola já há um bot a funcionar que “tem sido um sucesso” e na linha de desenvolvimento de produtos “smart” o banco  apostou na combinação de Machine Learning, bots e cloud para alavancar o negócio. “Nesta fase é repetir, repetir, repetir, testar, testar e testar, eliminar os falsos positivos e dar confiança às equipas”, explicou Jorge Baião.

Na NOS e na Ageas a aplicação da Inteligência Artificial não é também novidade, e já há experiências com vários anos, tal como acontece na SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Pedro Baptista explicou que na Saúde há várias iniciativas de transformação digital em curso e que a Inteligência Artificial é está a ser usada em 5 casos concretos, mas que há mais pensados.

Uma das iniciativas pretende evitar a sobredosagem de antibióticos, onde a análise pode ajudar a atuar no ato da prescrição médica para resolver este problema. Neste momento a SPMS  já tem muitos dados de prescrição que está a usar neste projeto. Todos os dias são emitidas mais de um milhão de subscrições eletrónicas, sendo que nas horas de pico há 20 prescrições por segundo.

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A identificação e previsão de procura em urgências hospitalares é outro dos projetos em desenvolvimento, e a SPMS quer perceber melhor a evolução e o que motiva a procura, usando os seus dados internos e complementando com dados externos. A AI é ainda usada na aplicação móvel para despiste de cancro da pele com a Teledermatologia, e nas linhas de atendimento do Serviço Nacional de Saúde, onde a aplicabilidade acontece mais ao nível da eficiência. Este projeto está em fase experimental e o objetivo é tirar valor da informação existente.

Especialista na área de Business Intelligence, Pedro Baptista apresentou também o Living Lab, o projeto onde a SPMS está a desenvolver abordagens inovadoras no ato de prestação de cuidados de saúde, sempre tendo em vista a melhor eficiência dos serviços.

“São cinco exemplos concretos que estão a acontecer mas temos mais pensados”, afirmou, lembrando que há ainda outros projetos em curso em cada entidade hospitalar mas que do lado da SPMS existe a responsabilidade acrescida de fazer estas aplicações em escala maior.

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