A empresa portuguesa lidera o consórcio vencedor de um contrato com a ESA de três milhões de euros, que inclui ainda a Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Centro Laser de Hanôver (LZH) e o Centro de Investigação Espacial Checo.

O acordo prevê a construção de um laser de alta potência e estabilidade para uma missão que terá como objetivo detetar ondas gravitacionais - as mesmas previstas por Einstein na teoria da relatividade geral, de 1915, mas que até agora nunca foram observadas experimentalmente.

O projeto será composto por uma fase de conceção do laser e verificação dos seus componentes, seguida pela manufatura do sistema e realização dos testes de desempenho. Esta última, a fase de testes, é particularmente exigente pelo que o laser desenvolvido terá que ser testado dentro de uma câmara de vácuo UHV (ultra-high vacuum) com estabilização térmica e mecânica, explica a LusoSpace em comunicado.

O sistema de laser em si é composto por um laser de alta estabilidade e um amplificador de fibra ótica.

A missão da ESA, de nome eLISA e prevista para 2034, vai abranger três satélites em órbita do Sol, separados uns dos outros por um milhão de quilómetros (mais de três vezes a distância da Terra à Lua), e posicionados de maneira a formar um triângulo.

Os três satélites estarão ligados por feixes de lasers, formando um sistema de medição de distâncias de alta precisão. "O sistema a desenvolver permitirá medir distâncias semelhantes às do movimento de um átomo, na ordem dos picómetros. Nunca tal precisão foi conseguida pelo homem num projeto espacial ou terrestre".

O facto de o lançamento da missão estar previsto apenas para 2034 e a ESA já ter adjudicado o contrato da construção do laser ilustra bem o desafio tecnológico em mãos, acrescenta a LusoSpace.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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