O recurso à virtualização pelas empresas em Portugal e Espanha está a crescer a um ritmo lento, mais lento que a média no resto da Europa. A transformação dos data centers, rumo a estruturas mais eficientes e optimizadas, é lenta e questões como o consumo energético continuam a ser pouco prioritárias para as empresas, que em regra conhecem mal os gastos que têm de suportar.



Os dados constam do Datacenter Index elaborado pela Oracle e apresentado em Lisboa por Mike Schroeder durante o Oracle Hardware Systems: The Extreme Performance Tour, um evento que na quarta-feira mostrou as últimas novidades da fabricante e também serviu para explicar a estratégia de uma Oracle que depois da aquisição da SUN tem trabalhado na integração entre hardware e software.



"O evento tem como principal missão informar os nossos clientes e mostrar-lhes o que temos feito ao longo dos últimos dois anos e em que ponto estamos hoje. Que oferta temos e para onde queremos ir no futuro", explica ao TeK o sénior director systems marketing da Oracle EMEA.

O mesmo índice mostra que as empresas ibéricas alocam 66% do seu orçamento TI para gerir o negócio, dirigem apenas 14% para a transformação do negócio e 20% para apoiar o crescimento do negócio.




"De facto uma das conclusões que retirámos deste inquérito é que os países do sul estão atrás dos restantes, num contexto europeu. Pessoalmente acredito que a crise dos últimos anos tem aí um grande impacto. Há muita dificuldade em se conseguir fazer os investimentos que precisariam de ser feitos", admite Mike Schroeder.



"Outra explicação para os dados que apurámos na região penso que seja o facto dos países do norte da Europa, da Escandinávia ou a Suíça, por exemplo, terem tido mais tempo para desenvolver competências e uma disciplina que facilita uma visão mais orientada para a valorização de um data center eficiente", continua o responsável.



Embora o sul da Europa perca para o resto do continente no que refere à transformação do data center, de um modo geral os números mostram que embora a maioria das empresas defenda que a inovação deveria ser o motor dos investimentos em TI (responderam assim 71% dos inquiridos), a verdade é que a maioria aloca muito pouco a essa área, relativamente ao investimento em manutenção que continua a dominar.



No entanto, os números recolhidos também mostram que 38% dos inquiridos em toda a Europa admitem que nos próximos dois anos vão precisar de reestruturar o seu data center. O número representa um aumento de 41% face aos dados revelados no estudo do ano passado.



Outro dado interessante é o facto da utilização de data centers apenas in house ter diminuído 25 por cento face ao ano anterior, dando espaço à cloud e ao outsourcing.



O estudo também revela que a crise está a deixar as empresas com menos budget para visões green. "Uma das grandes diferenças que identificámos entre edições do estudo foi o decréscimo significativo dos investimentos relacionadas com a sustentabilidade e acreditamos que essa é uma consequência direta do momento económico".



Um dos pontos fortes do tour que passou por Lisboa e que visita várias outras capitais europeias foi a apresentação - ou o detalhe, para quem já conhecia - da visão Engineered Systems, materializados nas linhas de produtos Exa que espelham a integração de software e hardware no mesmo produto.



"Estamos muito satisfeitos com os resultados de vendas dos produtos Exa em todas as geografias", garante Mike Schroeder.


"Demorou algum tempo até que a mensagem fosse compreendida pelo mercado. Foi preciso tempo para que os clientes percebessem que comprar os nossos engineered systems, com tudo incluído, não significam ficar preso à Oracle", acrescenta o responsável.



No que se refere a Portugal Hugo Abreu, responsável pela área de hardware, relata a mesma experiência e garante que depois de alguma apreensão inicial relativamente ao conceito a fabricante já têm soluções Exadata e Exalogic em vários clientes.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Cristina A. Ferreira

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