Já a versão longa da história vai ser apresentada na próxima quinta-feira, 7 de agosto, durante a conferência Blackhat em Las Vegas, nos EUA. O investigador de cibersegurança Ruben Santamarta vai mostrar à audiência como é teoricamente possível invadir os sistemas de alguns aviões comerciais.



Caso os restantes especialistas validem a tese de Ruben Santamarta, então as entidades reguladoras da aviação podem ter que rever as regras e os níveis de segurança dos sistemas que são usados a bordo dos aviões.



Ruben Santamarta diz que consegue entrar nos sistemas de comunicação para aviões feitos pelas empresas Cobham Plc, Harris Corp, EchoStar Corp's Hughes Network Systems, Iridium Communications Inc e Japan Radio Co Ltd..



De acordo com a Reuters, as descobertas do investigador podem ter um impacto de tal forma significativo que um pirata informático conseguirá alterar o sistema de navegação dos aviões.



Santamarta admite que os resultados das suas investigações apenas foram conseguidos em ambientes controlados – leia-se, laboratórios – e que poderá ser difícil replicar os ataques num cenário real. Mas o especialista em cibersegurança prefere alertar já as entidades responsáveis para as possíveis falhas que existem.



Algumas das empresas acima referidas admitem que os resultados das pesquisas de Ruben Santamarta confirmam-se, mas que os riscos são na realidade muito menores.



A Cobham, por exemplo, considera que é impossível usar um sinal Wi-Fi para interferir com os sistemas críticos de comunicação por satélite e que apenas um contacto direto com os equipamentos permitiria fazer algum tipo de alteração.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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