Foram detidos na Venezuela dois homens pela venda ilegal do portátil educativo que em Portugal se designa por Magalhães. Na Venezuela, o equipamento tem o nome de Canaima e foi também adoptado como suporte educativo, na sequência de visitas do presidente Hugo Chavez a Portugal, onde conheceu o portátil e negociou a sua compra.



De acordo com informação reportada pela Lusa, ontem as autoridades venezuelanas confirmaram a detenção de dois homens de 18 e 41 anos que vendiam o portátil nas ruas. Os cidadãos dedicavam-se, segundo as autoridades, “à venda ilícita de computadores do projecto educativo nacional Canaima”. Os detidos estão agora acusados de aproveitamento de objectos provenientes de crimes e da promoção de práticas enganosas.




Recorde-se que desde a introdução do portátil em Portugal também vieram a público várias notícias, dando conta de que o equipamento estaria a ser vendido no mercado negro.




Em Março do ano passado o Correio da Manhã fazia uma ronda pela feira da ladra à procura do Magalhães, depois de um morador ter garantido ao diário que já tinha visto o equipamento à venda naquelas paragens. A viagem não teve, no entanto, sucesso.


Na mesma altura uma professora da Quinta de Marrocos em Benfica, denunciava ao Público a venda na Internet do portátil – entregue gratuitamente a muitas crianças – por 120 euros. Desde que o portátil foi introduzido no primeiro ciclo várias outras denúncias do mesmo género foram surgindo.



O primeiro acordo de exportação do Magalhães para a Venezuela realizou-se em 2008 e já foi actualizado com novas remessas. A última ficou acertada em Outubro aquando de mais uma visita de de Chavez a Portugal. Nesse altura o presidente venezuelano encomendou 1,5 milhões de novos equipamentos.

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