Portugal apresentou entre 2002 e 2007 uma evolução muito significativa relativamente aos principais indicadores de modernização tecnológica na educação, observando-se, no entanto, algum atraso face à média europeia.

Os dados constam de um estudo de diagnóstico, publicado recentemente pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), que serviu de base para traçar as metas definidas no Plano Tecnológico da Educação.

De acordo com o documento, em cinco anos o número de alunos por computador registou uma melhoria na ordem dos 40 por cento.

Embora o rácio de alunos por computador com acesso à Internet tenha melhorado cerca de 60 por cento, era ainda 48 por cento superior ao dos países da UE15.

No que se refere a computadores, Portugal apresentava em 2007 um nível de dotação reduzido, agravado pela elevada percentagem de computadores com mais de três anos (56%).

Relativamente à conectividade, grande parte das escolas registava velocidades de acesso limitadas, existindo um número elevado de computadores (mais de 20.000)que ainda não estavam ligados à Internet.

Observava-se, também, que mais de 2/3 das escolas contratavam mais do que um acesso à Internet, o que, segundo o GEPE, representava uma potencial duplicação de custos na ordem dos 20 por cento.

Avaliando o grau de modernização tecnológica no ensino com base em três factores críticos - acesso, competências e motivação -, as principais barreiras à modernização tecnológica identificadas em Portugal residiam nas insuficiências ao nível do acesso (equipamentos e Internet) e das qualificações e competências.

O diagnóstico chamava a atenção para o facto de não existir uma visão agregadora, nem um programa de modernização coerente e integrado para o país no sector da educação. "Neste contexto, é importante redefinir o processo de modernização tecnológica para Portugal, que, incorporando as acções de sucesso implementadas no estrangeiro, seja adequado à realidade nacional, vencendo o atraso e posicionando o país de forma competitiva face aos seus congéneres europeus", aconselhava o GEPE no documento.

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