A Nvidia é uma das empresas que tomou a dianteira deste novo sector dos carros autónomos. Com o fabrico de GPUs dedicados e adaptados às funcionalidades que as marcas vão idealizando para os seus veículos do futuro, a tecnológica beneficia agora de um lugar privilegiado, que lhe pode vir a dar uma importância ainda maior quando os automóveis não precisarem das pessoas para se deslocar.

No entanto, enquanto o sector se apressa para cimentar e afinar tecnologias dignas de um carro autónomo de nível 2, a empresa californiana segue adiantada no calendário. E esta semana foi prova disso. Num anúncio que não se fazia esperar, a gigante lançou o primeiro chip desenhado para autónomos de nível 5, isto é, sem pedais, volante, ou qualquer tipo de necessidade de controlo humano.

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Este computador, a que a Nvidia chamou Drive PX Pegasus, está munido com uma inteligência artificial e é capaz de fazer 320 biliões de operações por segundo, um número quase inimaginável, mas que é 10 vezes superior ao modelo anterior.

Em comunicado, Danny Shapiro, atual diretor sénior do departamento automóvel da Nvidia, disse que chips como este deverão ser maioritariamente utilizados por táxis. Na verdade, adiantou, 25% dos parceiros da sua empresa já estão a trabalhar no desenvolvimento de táxis totalmente autónomos.

tek nvidia drive px pegasus

Por agora, a pertinência deste Drive PX Pegasus é totalmente diferente. De acordo com a tecnológica, a utilização deste computador pode simplificar processos e substituir um conjunto de peças que as empresas e startups ainda hoje utilizam na construção dos seus protótipos. O processo de desenvolvimento, acredita, será totalmente agilizado, e, por consequência, acelerado.

Note que, atualmente, os protótipos autónomos das fabricantes automóveis são obrigados a transportar um pequeno servidor no porta-bagagens, dada a quantidade de dados provenientes de sensores, câmaras e LiDARs que é necessário processar em viagem. Um dos pontos mais negativos neste contexto é que estes equipamentos absorvem boa parte da bateria do carro, um factor que, num futuro elétrico, não será bem-vindo.

O chip anunciado pela Nvidia, por sua vez, tem apenas o tamanho de uma matrícula, o que reduz substancialmente o tamanho da unidade de processamento necessária a um carro autónomo.

O novo Drive PX Pegasus vai estar disponível a partir da segunda metade de 2018 e a DHL, empresa do sector das entregas, já anunciou intenções de estrear uma frota autónoma por esta altura, equipada com o chip. O objetivo, adiantou, não é que os carros se conduzam sozinhos (pelo menos para já), mas que acompanhem os colaboradores durante o seu trabalho. Uma das possibilidades é que um estafeta saia da carrinha com sete ou oito encomendas para entregar em casas diferentes, e o veículo se dirija sozinho até à última morada para esperar por ele, em vez de este ter de o conduzir entre todos os pontos de entrega.

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