Em 2010 foram colocados no mercado nacional 77.552.249 unidades de equipamentos eléctricos e electrónicos. A conjuntura económica não está a afectar o sector, mostram os resultados da actividade de registo de equipamentos eléctricos e electrónicos, apresentados hoje.

Os números da ANREE - Associação Nacional para o Registo de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos revelam um crescimento de 6,10 por cento no número de dispositivos colocados no mercado nacional, face a um ano antes - com especial destaque para os dispositivos de informática e telecomunicações (que representam 31 por cento do total).

Durante o ano que passou, cada português adquiriu, em média, 7,7 equipamentos, detalhou a associação, realçando o acentuar de tendências que se adivinhavam em anos anteriores, como o aumento do número de unidades colocadas nas lojas e (alguma) diminuição da quantidade medida em peso.

Isto significa que as fabricantes estão mais preocupadas com o ecodesign e em utilizar materiais mais leves, realçam os responsáveis, que destacaram também o facto de terem sido ultrapassadas as metas de recolha de equipamentos usados. Os objectivos previstos por lei apontam para os 4 quilos por habitante/ano, em Portugal foram recolhidos 4,6.

Ainda assim, as cerca de 46,6 mil toneladas de resíduos recolhidas correspondem a 27,6 por cento do número de novos equipamentos colocados no mercado (165 mil toneladas), um valor que pode não ser suficiente no futuro.

Isto porque se discute, a nível europeu, que a próxima directiva comunitária passe a definir os objectivos de recolha com base numa percentagem em relação ao número de novos equipamentos colocados no mercado - ao invés dos actuais 4 quilos de resíduos a recolher por habitante/ano.

Segundo avançou ao TeK o Presidente Executivo da ANREE, o mais provável é que a percentagem a exigir aos Estados-membros seja de 65 por cento, mas existe quem defenda uns "ambiciosos" 85 por cento.

Rui Cabral explicou ainda que, para além das metas de recolha, a revisão da legislação comunitária visa também alterar também o âmbito da directiva (actualizando as categorias de produtos obrigados a registo, por exemplo) e obrigar a um maior rigor na fiscalização, definindo nomeadamente soluções ao nível do tráfego transfronteiriço.

Esta é actualmente uma matéria onde é difícil assegurar que são cumpridas as obrigações por parte de quem fornece equipamentos eléctricos e electrónicos, com a Internet a potenciar algumas "fugas".

No ano passado, a organização registou um aumento de 3,2 por cento no número de empresas registadas, passando este universo a ser composto por 1.566 "produtores" - um termo que inclui fabricantes, revendedores sobre marca própria e importadores.

No mercado nacional os EEE provêm maioritariamente dos últimos (principalmente da Europa e Sudoeste Asiático), com a importação a representar 74,33 por cento do total de equipamentos colocados à venda. Fabrico local e revenda de marca própria contam, respectivamente, com quotas de 18,8 por cento e 7,49 por cento.

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