A Comissão Europeia anunciou o lançamento de um programa que vai levar ao investimento de 80 mil milhões de euros em investigação e inovação entre 2014 e 2020.

Designado Horizonte 2020, o novo Programa-Quadro faz parte de um pacote de medidas " destinado a estimular a investigação, a inovação e a competitividade na Europa", apresentado hoje.

"Necessitamos de uma nova visão para a investigação e inovação europeias num contexto económico profundamente alterado. O Programa-Quadro Horizonte 2020 estimula diretamente a economia e garante a nossa base científica e tecnológica e a nossa competitividade industrial para o futuro, oferecendo a promessa de uma sociedade mais inteligente, mais sustentável e mais inclusiva", defendeu a comissária para a Investigação, Inovação e Ciência, Máire Geoghegan-Quinn, citada no comunicado oficial.

O programa reúne, pela primeira vez, todo o financiamento no domínio da investigação e inovação num só documento, incidindo "mais do que nunca na transposição das descobertas científicas para produtos e serviços inovadores", que tragam vantagens às empresas e ao dia-a-dia das pessoas, realça o Executivo comunitário.

Do montante avançado, 2,8 mil milhões serão destinados ao financiamento do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT), lançado em 2008 e considerado um sucesso, para o qual a comissária Androulla Vassiliou apresentou hoje uma Agenda de Inovação Estratégica.

Em paralelo, o vice-presidente da Comissão, Antonio Tajani, anunciou um programa complementar, a aplicar no mesmo horizonte temporal, que visa reforçar a competitividade e inovação nas PME, que conta com um orçamento adicional de 2,5 mil milhões de euros.

Entre as vantagens apontadas ao Horizonte 2020 está também a simplificação de regras e procedimentos, a fim de atrair mais investigadores e empresas inovadoras, numa estratégia que prossegue três grandes objetivos: apoiar a posição da UE como líder mundial no domínio da Ciência, contribuir para assegurar a liderança em matéria de inovação e a tomada de medidas para fazer face "às grandes preocupações partilhadas por todos os europeus, em seis temas essenciais", segundo a Comissão.

São elas a "saúde, alterações demográficas e bem-estar; segurança alimentar, agricultura sustentável, investigação marinha e marítima e bioeconomia; energia segura, não poluente e eficiente; transportes inteligentes, ecológicos e integrados; acção climática, eficiência na utilização dos recursos e matérias-primas; e sociedades inclusivas, inovadoras e seguras".

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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