Desde o início da guerra que a Microsoft tem manifestado apoio à Ucrânia, contra a invasão da Rússia. A gigante tecnológica tem sido um vigilante no espaço cibernético, tendo evitado tentativas de ciberataques a alvos ucranianos pelo Strontium, um grupo ligado ao Departamento Central de Inteligência da Rússia. Durante o Web Summit, Brad Smith, Presidente da Microsoft e Mykhailo Fedorov, vice-primeiro ministro e ministro da transformação digital da Ucrânia, fizeram um balanço dos esforços na área digital durante a guerra com a Rússia.

Microsoft afirma ter evitado ciberataques da Rússia contra alvos do Governo ucraniano
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Mykhailo Fedorov começou a conferência por dizer que o país continua a lutar pela liberdade e independência, sendo a maior guerra na Europa, depois da Segunda Grande Guerra. Hoje esteve presente no Web Summit para falar do lado tecnológico da guerra. A guerra começou com tecnologias, pequenos ciberataques. Atualmente a tecnologia apoia o estado e abre novas oportunidades para as operações de defesa do país. A tecnologia suporta o campo de batalha, tais como os drones e a Inteligência Artificial.

Quando o atual presidente Volodymyr Zelensky assumiu o cargo, o novo governo apostou na digitalização e atualmente tem diversos esforços e avanços nesse campo. Lançaram passaportes eletrónicos, por exemplo, e pode aceder a documentos através de assinaturas digitais diretamente nos smartphones, assim como os diversos serviços públicos através da aplicação oficial do governo.

Desde que a invasão começou, a tecnologia tornou-se vital para evitar os ataques e a Rússia começou mesmo por atacar os seus centros de dados. Uma das principais decisões foi a possibilidade de transferir os seus dados para locais seguros em cloud, permitindo o governo continuar a operar. Há novos serviços a serem lançados semanalmente, afirma. E salienta o papel da Microsoft, referindo-se a Brad Smith, que tem vindo a ajudar o país no combate à Rússia.

Brad Smith diz que é uma honra estar presente no Web Summit, referindo que a Microsoft escolheu ajudar a Ucrânia. Dizendo que se trata uma nova guerra, com muita tecnologia, uma guerra híbrida com muitas armas cibernéticas. "Esperava-se uma guerra curta, mas já estamos no inverno e esta vai estender-se pelo inverno até 2023". Assume que a Microsoft vai continuar a apoiar a Ucrânia durante o próximo ano, com o mesmo compromisso. Vai continuar a disponibilizar a cloud da Microsoft e servidores espalhados pela Europa. Diz que é um compromisso da Microsoft, mas não está sozinha nesse compromisso. Diz a importância de ajudar o país desde o início da guerra, com o Governo a passar para a cloud todos os serviços públicos, mantendo-se funcionais durante a guerra.

Esta aliança digital é feita entre países e empresas que estão a ajudar a Ucrânia. E diz que esta aliança digital deve manter-se fiel e por isso vai doar 100 milhões de dólares para os esforços de proteção das fronteiras e direitos humanos. E por isso, diz que é o mínimo que pode fazer para ajudar na causa.

Como a indústria tecnológica “declarou guerra” à Rússia e o apoio à Ucrânia
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Falou-se numa nova guerra híbrida e o ministro ucraniano disse houve uma transformação no exército, menos dependente das armas convencionais para equipamentos tecnológicos. Tem um sistema chamado Delta, que reúne informações em tempo real, para os seus militares. Através de informação fresca e imagens de satélite, consegue-se ter melhor posicionamento das tropas. Tem mais de 3.000 técnicos de IT na frente do combate. Se abrir as redes sociais como o WhatsApp ou Instagram vai poder ver a guerra em direto. Por vezes usam-se tecnologias desta forma, disse o ministro da Ucrânia.

O líder da Microsoft diz que viu ataques massivos não apenas contra exército, mas estruturas civis e humanitárias, que estavam a tentar prestar apoio às vitimas da guerra. Por isso, o esforço da Microsoft e outras empresas passam por mitigar esses ataques. A evolução da proteção dos computadores, muitas vezes através da IA, capaz de intercetar e anular ataques num piscar de olho que podem afetar famílias. Por isso diz que é importante para a NATO e Estados Unidos continuar a suportar a Ucrânia.

Microsoft diz que a Rússia fez 200 ataques cibernéticos contra a Ucrânia desde o início da invasão
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Sobre o tema dos satélites de Elon Musk que estão a ajudar a manter o país conectado, diz que não tem problema, tudo a funcionar como esperaria, respondendo às questões de financiamento pedidas pela SpaceX. Também estão a utilizar outras ferramentas de satélite e outras empresas que não a SpaceX. E diz que o seu papel no Web Summit é fechar novas parcerias com mais empresas. Afirma que em casa não tem luz durante muitas horas, porque a Rússia está constantemente a fazer black outs aos sistemas de energia. Estão a trabalhar com mais empresas tecnológicas para manter o país funcional. Quando vê que uma solução funciona muito bem, tentam escalar o máximo possível para outras infraestruturas.

Brad Smith diz que a IA e a tecnologia de reconhecimento acrescenta importância no campo de batalha. A Microsoft diz trabalhar com as Nações Unidas nestas tecnologias. A IA continua a impactar os conflitos militares na frente da batalha, sobretudo na Ucrânia. A proteção dos direitos dos civis e humanos nesta guerra e em qualquer guerra, disponibilizando aos tribunais as tecnologias necessárias para proteger as pessoas. Muitas tecnologias de guerra também colocam os civis em perigo, como os ataques as centrais elétricas. A possibilidade de documentar rapidamente os ataques em escolas e plantas de água e expor, são também ações importantes, que a IA pode ajudar a identificar, por exemplo. As violações aos civis têm de ser protegidas.

O SAPO TEK vai acompanhar toda a edição do Web Summit em direto até dia 4 de novembro. Siga todas as notícias aqui, seguindo também a transmissão em direto no palco principal.

Veja ainda algumas das principais imagens que a equipa do SAPO TEK vai recolhendo por dentro do Web Summit

Nota de redação: Notícia atualizada com mais informações. Última atualização 12h25.

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