Indiscutivelmente um dos serviços mais utilizados na Internet, os motores de busca e as empresas que desenvolvem software de pesquisa têm ainda muito caminho a percorrer na indexação dos conteúdos, já que se calcula que apenas 15% da informação mundial esteja na Internet. Depois de atraírem os utilizadores as empresas estão agora a afinar os seus modelos de negócio para rentabilizar as pesquisas, os acessos e a capacidade de gerarem tráfego para outros sites, defenderam os oradores de um painel do 16º Congresso da APDC.

Isabel Aguilera, directora geral do Google para Portugal e Espanha, alinhou a estratégia da empresa que centra 70 por cento do seu negócio na pesquisa, enquanto 20 por cento garantem os produtos à volta da pesquisa e os restantes 10 por cento se fixam em outros áreas que têm grande tendência de crescimento.

Acreditando no potencial de monetização do interesses dos utilizadores nos motores de busca, Isabel Aguilera argumenta que as empresas ainda não estão cientes de que passamos cada vez mais tempo da nossa vida a utilizar a Internet, face a outros media, enquanto que o budget publicitário que é aplicado nesta área não ultrapassa os 2 por cento.

O Google está interessado em aproveitar a grande oportunidade de crescimento que reside nesta área e por isso tem vindo a afinar a sua estratégia no sentido de oferecer aos anunciantes um acesso mais directo aos seus targets e a tendência aponta para o fecho do ciclo, onde o utilizador pesquisa o produto que deseja , o encontra e compra a partir do Google, uma estratégia já materializada no Google Check Out.

A mesma visão é partilhada por João Paulo Luz, director comercial do SAPO, que contextualiza os números de utilização dos motores de busca e dos portais para a realidade portuguesa. “Estamos muito habituados a ver números da audiência norte-americana e isso não nos permite afinar a nossa estratégia”, enfatiza.

Somando os 9 por cento de utilizadores que acedem a pesquisa, com os 2 por cento que se ligam directamente às homepages dos portais, João Paulo Luz contabiliza 11 por cento dos utilizadores portugueses que iniciam navegação nestes sites, sendo que a ligação para outros sítios depende do que se encontra na busca ou no portal.

“A dependência é muito grande em relação ao que as pessoas vêem nos motores de busca ou do que é indicado a nível editorial pelos portais”, sublinha o director comercial do SAPO.

O responsável defendeu ainda que apesar da força dos players globais, a pesquisa é muito mais uma questão local, sendo que 70 por cento de todas as buscas feitas estão ligadas a conteúdos locais. “Os grande players globais têm de afinar a sua presença com os players locais e por isso acreditamos que os portugueses têm possibilidade de ter sucesso”, garante

Nota de redacção: [18:16] A notícia foi actualizada com mais informação.

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