O sindicato da Google Alphabet Workers Union foi lançado esta segunda-feira e já deixou críticas a uma das plataformas da Google, o YouTube. Numa carta aberta aos executivos da empresa, o grupo acusa a plataforma de fomentar o fascismo e de não ter agido como devia depois do “cerco” de manifestantes pró-Trump ao Capitólio, nos Estados Unidos. Entretanto, o YouTube, que removeu um vídeo onde o presidente dos Estados Unidos reitera o "amor" que tem pelos manifestantes, já veio garantir que vêm aí medidas mais apertadas.

Numa carta partilhada na conta de Twitter, o sindicato não tem dúvidas em afirmar que a plataforma da Google tem sido uma das que tem promovido o fascismo no país. "Sabemos que empresas de redes sociais encorajaram o crescimento do movimento fascista nos Estados Unidos e estamos particularmente cientes de que o YouTube, um produto da Alphabet, desempenhou um papel fundamental nesta ameaça crescente, que contou com uma resposta insuficiente dos executivos do YouTube", pode ler-se no documento.

É neste contexto que o movimento esclarece que alertou os executivos do YouTube para estes perigos, mas em vão. O Alphabet Workers Union fala, então, de consequências como suicídios, assassinatos em massa, violência em todo o mundo e, agora, uma "tentativa de golpe" no Capitólio.

A carta descreveu a resposta do YouTube ao ataque como "sem brilho". “O YouTube recusa-se a responsabilizar Donald Trump pelas próprias regras da plataforma, escolhendo apenas remover um vídeo em vez de removê-lo inteiramente da plataforma”, diz a carta. O vídeo em causa foi o mesmo que o Facebook e o Twitter também removeram, com o presidente cessante dos Estados Unidos a demonstrar o carinho que tinha pelos manifestantes.

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Entretanto, o Facebook e o Instagram foram as redes sociais que agiram de forma mais severa. As plataformas bloquearam as contas de Donald Trump por um tempo indeterminado, pelo menos até 20 de janeiro.

De recordar que o Alphabet Workers Union surgiu esta semana, integrando cerca de 400 pessoas ligadas à Alphabet, casa mãe da Google. Como objetivo, o movimento pretende proteger os trabalhadores do grupo, a sociedade e o mundo, procurando promover a solidariedade.

YouTube com regras mais severas para utilizadores que publicarem vídeos falsos sobre as eleições

Depois de criticado, o YouTube anunciou medidas mais apertadas no que toca à desinformação. A plataforma vai passar a enviar um primeiro aviso automático para qualquer utilizador que violar a política de integridade das eleições presidenciais. Nesse caso, o vídeo é removido e o internauta impedido de publicar novos vídeos ou fazer vídeos em stream durante uma semana. Caso o utilizador receba três avisos é banido do YouTube de forma temporária.

Em dezembro, a plataforma da Google implementou a sua nova política eleitoral em resposta à crescente desinformação sobre uma fraude na contagem de votos. Inicialmente, a política contou com um período de carência em que os utilizadores recebiam um aviso antes, que estava planeado para terminar a 21 de janeiro, um dia após a posse do presidente eleito Joe Biden. Num comunicado, a empresa já veio garantir que, "devido aos acontecimentos perturbadores e dado que os resultados das eleições já foram certificados", terminou esse prazo mais cedo.

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