As redes sociais, como o Facebook e o Twitter, deverão esclarecer quais as medidas usadas para moderar o bullying e conteúdos ofensivos, noticia o The Sun.

De acordo com Matt Hancock, atual ministro responsável pelo panorama digital britânico, esta reforma vai exigir que “sejam incorporadas proteções personalizadas para crianças com menos de 16 anos nos sites e aplicações”.

"Todos queremos regras para que as crianças possam estar seguras e protegidas online, o que não está a acontecer neste momento”, explicou o governante.

Os gigantes tecnológicos que não respeitarem a adaptação das suas plataformas aos utilizadores mais novos podem enfrentar multas até 20 milhões de libras.

Para a ministra da Cultura, Media e Desporto do Reino Unido, Karen Bradley, é necessária uma abordagem na internet que “nos proteja a todos” porque “ o comportamento que é inaceitável na vida real é inaceitável num ecrã de computador".

A campanha faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para forçar as empresas de tecnologia a aceitar uma maior responsabilidade por seu conteúdo.

Recorde-se que, no verão, um conjunto de novas leis veio conceder aos cidadãos do Reino Unido o direito de obrigar as redes sociais, como o Facebook, a apagarem definitivamente os seus dados pessoais.

No caso das plataformas não acatarem as ordens dadas pelos titulares das contas, a autoridade nacional para a proteção de dados poderá passar multas de até 17 milhões de libras (ou 4% do volume global de negócios).

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