A Comissão Europeia rejeitou a proposta apresentada pelo Facebook acerca da regulação de conteúdo nas redes sociais, deixando claro que a plataforma terá de assumir a responsabilidade perante aquilo que nela é publicado. De acordo com Thierry Breton, comissário para o Mercado Interno, o Facebook tem de se adaptar às regras europeias e não ao contrário.

“Não é suficiente. É demasiado lenta e insuficiente em termos de responsabilidade e regulação”, defendeu Thierry Breton. O comissário argumenta ainda que a proposta da rede social não menciona o seu domínio no mercado, nem define claramente os seus deveres, avança o Financial Times.

A decisão surge no contexto da visita de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, a Bruxelas para uma reunião com Thierry Breton, Vera Jourová, comissária europeia da justiça, e ainda com Margrethe Vestager, vice-presidente executiva da pasta Era Digital.

Mark Zuckerberg quer mais regulação do conteúdo perigoso em todas as redes sociais
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“Quero que empresas como o Facebook se esforcem na defesa da Democracia”, afirmou Vera Jourová, indicando que a rede social “não pode distanciar-se de toda a responsabilidade”. A comissária defende que a plataforma tem de decidir “o que quer ser” como empresa e que valores quer promover. “Não cabe aos governos ou aos reguladores decidir se o Facebook será uma força do bem ou do mal”, afirma a responsável.

Além apresentar os planos finais sobre a abordagem à Inteligência Artificial no próximo dia 19 de fevereiro, a Comissão Europeia vai apresentar uma série de propostas relativas à regulação das gigantes tecnológicas norte-americanas, algo que pode desafiar o domínio de empresas como o Facebook, a Google e a Amazon.

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