A Comissão Europeia tem em prática desde junho do ano passado um programa de luta contra a desinformação acerca da pandemia de COVID-19 que reúne gigantes tecnológicas como a Google, o Facebook, o Twtiter, o TikTok, a Microsoft e a Mozilla. Agora, Bruxelas dá a conhecer as medidas que as plataformas têm vindo a tomar desde o início de 2021, em particular, no que toca às informações falsas sobre as vacinas contra a doença.

“As plataformas online precisam de assumir a responsabilidade de prevenir que disseminação de informações perigosas mine a luta comum contra o vírus e os esforços relativamente à vacinação”, afirma Věra Jourová, vice-presidente da pasta dos Valores e Transparência da Comissão Europeia.

Entre as medidas tomadas pelas plataformas destacam-se atualizações às suas políticas, as quais incluem a colocação de avisos ou a remoção de conteúdos falsos ou rumores infundados sobre as vacinas contra a COVID-19.

Bruxelas detalha que as plataformas estão a implementar novas ferramentas que permitem um melhor acesso à informação das autoridades sobre a pandemia e sobre as campanhas de vacinação a decorrer nos países europeus. Todos os relatórios disponibilizados pelas empresas podem ser consultados através da plataforma da Comissão Europeia.

O Twitter comprometeu-se a remover a vasta maioria das informações enganadoras sobre a temática, assim como a identificar as publicações que podem conter dados potencialmente falsos sobre vacinas. Os utilizadores em países como a Bélgica, França, Alemanha, Irlanda e Espanha têm também acesso a informações detalhadas sobre a vacinação graças a uma parceria da plataforma com autoridades de Saúde e com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O TikTok disponibilizou dados relativos à implementação da nova tag relacionada com vacinas contra a COVID-19. Ao todo, a tag foi aplicada a 5.087 vídeos na União Europeia, com 996 em Itália, 1.179 na França, 119 em Espanha e 273 na Alemanha.

A Google expandiu a funcionalidade do seu motor de busca que disponibiliza informações sobre as vacinas e, em janeiro, anunciou o lançamento de um novo fundo de 3 milhões de euros para financiar projetos de fact-checking. A Microsoft também investiu na campanha #VaxFacts lançada pela plataforma Newsguard em fevereiro para combater fake news.

Em janeiro deste ano, o Facebook removeu mais de 13.000 conteúdos relacionados com a pandemia e as vacinas que continham desinformação, assim como mais de 9.000 que violavam as suas políticas em matéria de venda de equipamentos médicos. Já a Mozilla fez melhorias à extensão Pocket de modo a apresentar mais informações sobre a pandemia vindas de autoridades competentes.

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