Um grupo de 10 empresas norte-americanas proprietárias de sites da Web desencadeou ontem, num tribunal do estado norte-americano da Virgínia um processo contra a Gator, uma empresa de publicidade online e de armazenamento de informação, com vista a impedi-la de colocar anúncios pop-up por cima das suas páginas sem permissão, informou o New York Times.



Neste grupo incluem-se as companhias dos maiores jornais diários norte-americanos, como a New York Times Company, a Dow Jones & Company, a Tribune Interactive e a Washington Post Company. Mandy Mladenoff, uma porta-voz da Gator citada pelo mesmo diário nova-iorquino, afirmou que a companhia estava a considerar instaurar um contra-processo contra as editoras dos sites.



O processo contra a Gator argumenta que os seus anúncios pop-up violam as legislações sobre os direitos de autor e marcas registadas e que permitem que a Gator lucre injustamente do tráfego de utilizadores gerado por esses sites.



O software eWallet da Gator ajuda os cibernautas a introduzirem informação sobre passwords e sobre a morada para onde as companhias de comércio electrónico devem enviar os produtos adquiridos por eles online, à medida que visitam diferentes sites da Web.



Mas o programa integra uma tecnologia que exibe anúncios pop-up por cima dos sites acedidos pelos utilizadores. A empresa de estudos de mercado Jupiter Media Metrix refere dados que apontam para que 33 milhões de utilizadores de software da Gator tenham visualizado estes anúncios no mês passado.



Por vezes, são exibidos da mesma forma anúncios de concorrentes directos dos sites que estão a ser visitados. A Gator publicou ontem uma resposta por escrito ao processo, em que afirma que as acusações das editoras de que os programas não podem exibir legalmente janelas pop-up são ridículas.



No seu site, a Gator informa os clientes de que o software OfferCompanion disponibiliza publicidade, informação e software com base nos sites que visitam e que são incluídos no programa de armazenamento de passwords.



Os advogados das empresas afirmam que essas mensagens não são suficientemente efectivas e apontaram para inquéritos efectuados pelos queixosos, demonstrando que 16 por cento dos clientes do Gator não sabiam que o serviço colocava anúncios nos seus computadores.



Nos últimos dois anos, a Gator instaurou vários processos no estado da Califórnia contra empresas e organizações que criticaram a sua tecnologia de publicidade online. As editoras pretendem que o tribunal emita uma sentença preliminar que impeça a Gator de fornecer anúncios pop-up aos visitantes dos seus sites enquanto o julgamento não acontece.



Em último caso, as empresas querem que essa condenação passe a ser permanente, para além de indemnizações monetárias pelas receitas publicitárias obtidas pela Gator através dos seus sites.


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