As eleições demovem um grande composto logístico e pessoal, para que todas as pessoas possam votar confortavelmente o mais perto possível das suas habitações. Ainda assim, continua a ser difícil combater a abstenção. A Estónia é um dos países mais digitalizados da Europa, tendo passado os últimos 20 anos a transformar as funcionalidades e serviços do governo para o espaço online.

Nesse sentido, desde 2005 que os cidadãos da Estónia podem exercer o seu direito de voto através de bilhetes de identidade com chip, através de leitores de cartões. Em 2011, os votos passaram a ser possíveis através dos seus telemóveis, utilizando cartões SIM especiais e códigos de PIN.

Através deste sistema denominado por i-voting, as pessoas podem antecipar as eleições e deixar o seu voto desde 10 dias antes da data oficial do ato eleitoral e até quatro dias antes, e durante este período mudar as suas decisões, se for o caso. O sistema permite ainda informar os eleitores de que os oficiais registaram o seu voto, porém, as pessoas não podem utilizar o i-voting durante o dia de eleições.

Segundo a ZDNet, 44% do eleitorado decidiu votar online, através do i-voting, ou seja, 247.232 votos dos 561.131 registados. Em 2009, apenas 16% das pessoas tinham utilizado o sistema online nas eleições da União Europeia.

O sucesso do sistema de votos online da Estónia contrasta com as constantes preocupações de interferências externas, e nas medidas de segurança que estão a ser adotadas para as eleições europeias no próximo mês de maio. Bruxelas apela à “intensificação de esforços” das tecnológicas contra a desinformação. Ainda que possa ser um exemplo, Estónia é um país muito pequeno e está longe de ser um alvo de interferência externa. Ainda assim, o seu sistema não é “à prova de bala”, e no passado foram detetadas vulnerabilidades, que se fosse replicado para outro cenário mais “quente” poderia ser explorado por hackers.

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