De acordo com um estudo preliminar, publicado no Journal of Social Psychology, abandonar o Facebook durante cinco dias tem um efeito direto nos níveis de cortisol, a chamada "hormona do stress".

Os investigadores da Universidade de Queensland dizem que os níveis de cortisol descem quando um utilizador se mantém afastado da rede social. Para chegar a esta conclusão, foram recrutados 138 utilizadores ativos, sendo que 60 deles foram aleatoriamente escolhidos para cortar qualquer contacto com a plataforma durante um período de cinco dias. Os restantes 78 continuaram a utilizar o Facebook normalmente.

O atraso de um segundo no download pode ter impacto significativo no stress dos utilizadores
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Depois deste processo, Eric Vanman, responsável pela estudo, inquiriu os participantes acerca dos seus níveis de satisfação com a vida, stress, disposição e sentimento de solidão, antes e depois da experiência. Os níveis de cortisol, que estão diretamente relacionados com o stress, também foram comparados em ambas as fases do estudo.

Os dados recolhidos indicam que a pausa no Facebook teve consequências negativas e positivas para os participantes. "As pessoas têm alegados, já desde há vários anos, que o Facebook tem a capacidade de as stressar e de as fazer sentirem-se mal com elas próprias. Muitas deixam o Facebook de forma permanente por causa disso mesmo. Outros tiram umas férias [...] em que desativam ou saem do Facebook durante uns dias, ou até meses", adianta Vanman em declarações ao portal PsyPost.

"A nossa investigação mostra que sair do Facebook durante cinco dias é suficiente para reduzir os níveis de cortisol de um utilizador. O grupo que não deixou a rede social, não mostrou os mesmos indícios". Contudo, "também concluímos que as pessoas que foram instruídas a sair do Facebook durante cinco dias, estavam menos satisfeitas com as suas vidas" depois da experiência. "Muitos estavam felizes por poderem voltar ao Facebook depois de o exercício ter terminado", revela Vanman. "Uma das descobertas inesperadas que registámos, foi que os utilizadores que passaram pelo período em que não podiam contactar com o Facebook, acabaram por passar mais tempo com amigos".

O próximo passo consiste na condução de um estudo mais amplo, onde os efeitos das redes sociais no cortisol serão analisados e comparados em diferentes janelas de tempo. O investigador acredita que as consequências registadas "não são exclusivas do Facebook".

Apesar de reconhecer limitações ao estudo, Vanman concluiu que as descobertas feitas pelo seu grupo indicam, de forma inequívoca, que, de tempos em tempos, devem ser feitas pausas no Facebook.

O paper, intitulado "The burden of online friends: the effects of giving up Facebook on stress and well-being", pode ser consultado através deste link, e é da autoria de Eric Vanman, Rosemary Baker e Stephanie Tobin

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